quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Rede BRICS de Pesquisa em Tuberculose é lançada no Rio de Janeiro

Fonte: Portal da Saúde




Representantes dos governos e da academia do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reuniram em 14 e 15 de setembro, no Rio de Janeiro, para lançar a Rede BRICS de Pesquisa em Tuberculose, uma rede que identificará prioridades de pesquisa e maneiras de cooperação para avançar na luta contra a tuberculose e alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para 2030. A Rede, composta por governo e academia, será oficialmente lançada na Conferência Ministerial Global sobre Tuberculose, no final de novembro em Moscou.

A Rede é o primeiro produto do Plano de Cooperação em Tuberculose dos BRICS, proposto pelos Ministros da Saúde dos cinco países em 2014, e acordado também pelas autoridades em 2016. O plano centra esforços em medidas de atenção, proteção social e pesquisa para o combate da doença nos países do grupo e em países de baixa e média renda.

Os BRICS concentram quase 50% de todos os casos novos de tuberculose no mundo. Apesar de ser o país com o menor número de casos no grupo, o Brasil é o único país prioritário para a tuberculose na região das Américas. A tuberculose é uma ameaça comum para a saúde pública dos cinco países e, ao unir esforços, os BRICS tomaram o primeiro passo para fazer frente à doença, liderando a agenda de pesquisa para o desenvolvimento de novas ferramentas para o seu enfrentamento.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Pesquisadores e sociedade civil criam Comitê de Acompanhamento Comunitário em Tuberculose

Fonte: Agência de Notícias da AIDS


O Brasil agora conta com um Comitê Comunitário de Acompanhamento e Pesquisas em Tuberculose (CCAPTB/Brasil). O espaço, que tem sede no Instituto Clemente Ferreira, em São Paulo, foi criado para apoiar a atuação de pesquisadores sobre o tema. Nos dias 24 e 25 de agosto aconteceram as primeiras reuniões onde profissionais da área discutiram questões relacionadas à tuberculose. Atualmente 188 pesquisas estão sendo desenvolvidas no país com financiamento do DECIT (Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde).

Durante estes dois dias, cerca de vinte ativistas de todas as regiões do Brasil debateram o cenário político e tecnológico em relação à doença no país. Pesquisadores de diversas áreas, ligados à Rede TB (Rede Brasileira de Pesquisas de Tuberculose), apresentaram suas pesquisas e debateram seu desenvolvimento para possíveis interações com a sociedade civil. As realidades regionais foram destacadas, bem como particularidades a serem consideradas como coinfecções com o HIV/aids e Hepatites Virais, a proteção social da pessoa com tuberculose, orçamentos e prioridades.


Para Carla Almeida, do Grupo de Apoio e Prevenção a Aids do Rio Grande do Sul, o espaço é importante “para a formação e articulação política num campo que ainda tem participação reduzida da sociedade civil". Já José Carlos Veloso, da Rede Paulista de Controle da Tuberculose, identifica a necessidade de ações conjuntas dos segmentos sociais para que a " voz do engajamento comunitário seja ouvida junto às instâncias de decisão dos projetos". O pesquisador Ézio Távora, um dos idealizadores do espaço, avalia que o primeiro encontro foi "muito positivo para a criação e organização de uma rede de trocas de experiências e criação de canais de envolvimento comunitário mais efetivo".

Os membros foram escolhidos numa seleção que levou em consideração o currículo, experiências e realidades regionais. Sua coordenação colegiada é formada por ativistas ligados à área de mobilização social da Rede TB. Ao final do encontro os membros definiram um plano de trabalho que será colocado em prática até dezembro de 2017. Os trabalhos terão como prioridade o mapeamento de pesquisas que estão em andamento e o estudo aprofundado do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, recém lançado pelo Ministério da Saúde, que prevê ações até 2035.

Maiores informações: www.redetb.org