sexta-feira, 29 de junho de 2012


Presidente da Frente Parlamantar pela luta contra a Tuberculose apresenta emenda para viabilizar acesso à recursos para ONGs


Nesta semana, o deputado e presidente da Frente Parlamentar pela luta contra a Tuberculose, Antônio Brito (PTB/BA) apresentou à Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) sugestão de emenda, à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), referente à condicionalidade de detenção do Certificado de Entidades Beneficente de Assistência Social (CEBAS) para o repasse de recursos às entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de prevenção e promoção da saúde.

Segundo o deputado a emenda tem fundamental importância no sentido de viabilizar o acesso à recursos para as entidades que atuam na prevenção e promoção da saúde. No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013, enviado pelo poder executivo, estão contemplados agravos como HIV e hepatites virais. Esta emenda amplia o universo dos agravos contemplados incluindo tuberculose, malária, hanseníase e dengue.

Estas organizações não governamentais (ONGs) cumprem papel importante na execução das políticas públicas, integrando as redes de atenção à saúde em suas regiões, além de desenvolverem ações voltadas para as populações vulneráveis e possuírem amplo reconhecimento de suas comunidades.

No entanto, com a mudança de status da economia brasileira, que segundo o Banco Mundial é considerado como país de renda média/alta, as ONGs brasileiras tornaram-se inelegíveis para solicitação de recursos dos órgãos de cooperação internacionais. Além disso, por uma falha no projeto de lei enviado ao congresso que condiciona a liberação dos recursos à posse do CEBAS, as ONGs tem tido muita dificuldade na obtenção dos recursos públicos. 

A emenda do deputado foi acatada pela Comissão de Seguridade Social e Família, tornando-se emenda representada por esta comissão. Agora, aguarda aprovação da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO).  

Recentemente, a CMO abriu debate inédito com a sociedade sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013, por meio do portal oficial de interação da Câmara dos Deputados, o Portal e-Democracia

Qualquer cidadão interessado neste debate, especialista ou não, poderá trocar idéias e experiências, sugerir nova redação para o texto da lei, acessar e compartilhar conteúdos atualizados relacionados à LDO 2013. O debate será acompanhado pelos membros da CMO e consultores da área, que considerarão as contribuições em seus trabalhos legislativos.

Desta forma ONGs e representantes dos movimentos sociais não só podem como devem se manifestar por meio deste portal e também pelo envio de e-mails à Comissão de Seguridade Social e Família (cssf@camara.gov.br) e ao gabinete do deputado Antônio Brito (dep.antoniobrito@camara.gov.br) para reforçar a importância de se incorporar esta emenda à Lei de Diretrizes e Orçamento 2013.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Frente Parlamentar pela Luta contra a Tuberculose já está publicada no site da Câmara 


Lançada em 08 de maio, em Brasília, a Frente Parlamentar contra a Tuberculose já está publicada no portal da Câmara dos Deputados.

A constituição da Frente Parlamentar era uma reivindicação antiga de ativistas e gestores da saúde pública e se materializou a partir da iniciativa do Deputado Antônio Brito, membro da Comissão de Seguridade Social e Família, com o objetivo de acompanhar a política nacional de controle da tuberculose, buscando, de forma contínua, aperfeiçoar a legislação relacionada à saúde, assistência social e outras políticas vinculadas, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.

Entre os trabalhos a serem desenvolvidos, destacam-se o acompanhamento da elaboração e execução orçamentária para ampliar os investimentos nos programas governamentais, bem como buscar novas formas de financiamento das atividades das Organizações não Governamentais, por meio de emendas, subsídios sociais e projetos de lei.

Para ver a publicação acesse aqui.

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Saúde realiza em Ponta Porã debate de ações preventivas contra tuberculose na fronteira


Fonte: Governo do Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) – A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) realiza nos dias 28 e 29 de junho, na sede da diretoria regional de saúde de Ponta Porã, o encontro “Reunião de Fronteiras – Ponta Porã e Pedro Juan Caballero/ Amambay/ Paraguai”. 

O evento reunirá representantes da saúde pública de Mato Grosso do Sul, do Ministério da Saúde e da saúde pública do Paraguai, quando serão discutidos e apresentados trabalhos e ações de intensificação, controle e prevenção da tuberculose nas regiões fronteiriças entre o Brasil e o país vizinho.

Também participam da reunião representantes das secretarias municipais das regiões fronteiriças com o Paraguai e integrantes do SIS/ Fronteiras como: Paranhos, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Japorã, Mundo Novo, Ponta Porã, Sete Quedas, Antônio João e Porto Murtinho.

Entre os temas abordados na reunião estão: “Situação dos indicadores epidemiológicos da tuberculose nos municípios brasileiros na fronteira do Estado do Mato Grosso do Sul com o Paraguai”, “Trabalho de grupo para elaboração da proposta de Acordo de Cooperação Técnica”, “Organização e desenvolvimento das ações de vigilância, tratamento e controle da Tuberculose no Paraguai, com ênfase nos municípios de fronteira com o Brasil”. Haverá também apresentação de propostas dos grupos de trabalho e elaboração da minuta do Acordo de Cooperação Técnica para controle da Tuberculose Brasil/ Paraguai na fronteira com o Mato Grosso do Sul.






CNS e OPAS selecionam experiências para o Laboratório de Inovações sobre Participação e Controle Social




Por Vanessa Borges

Estão abertas as inscrições de experiências para o Laboratório de Inovações sobre Participação e Controle Social na Elaboração e Monitoramento das Políticas, Ações e Serviços de Saúde, idealizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pela Opas/OMS Brasil, com apoio do Ministério da Saúde. O objetivo é identificar e valorizar práticas participativas e deliberativas inovadoras, produzindo subsídios para os conselheiros de Saúde e para o gestor no que se refere à participação social no SUS.

As experiências devem abordar conteúdos dos seguintes eixos:


Eixo I – Implementação das deliberações das Conferências de Saúde; destinado para inscrição das experiências práticas onde os conselhos de saúde tenham desenvolvido processos e/ou ferramentas para a inclusão das decisões das conferências nos planos de saúde e o progressivo monitoramento de sua implementação pelo gestor ao longo do tempo.

Eixo II – Controle Social: acesso, qualidade, intersetorialidade, financiamento, tecnologia de informação e comunicação na elaboração e monitoramento das políticas, ações e serviços de saúde; destinado para experiências práticas onde os conselhos de saúde ou organizações não governamentais de controle social tenham desenvolvido processos e/ ou ferramentas para acompanhar a implementação local das políticas de serviços de saúde em relação aos seguintes temas: melhoria e ampliação do acesso; melhoria da qualidade da atenção; envolvimento de outros setores (intersetorialidade); programação e execução de recursos financeiros, gestão do conhecimento e da informação; e comunicação e integração entre os serviços.

Podem participar do processo seletivo experiências de conselhos de saúde, órgãos e instituições da administração direta e organizações do terceiro setor, assim como de organizações e instituições internacionais de perfil correspondente aos concorrentes nacionais.

As inscrições podem ser feitas durante o período de 30 dias, para experiências nacionais, e de 40 dias para experiências internacionais de países da América Latina, por meio do e-mail laboratorio.cns@gmail.com conforme previsto no Edital de Convocação, aprovado na sessão plenária do CNS, realizada no dia 14 de junho.

As experiências selecionadas serão apresentadas em seminário em Brasília, organizado pelo Grupo de Trabalho do Laboratório de Inovações, com ampla divulgação no Portal da Inovação na Gestão do SUS – Redes e APS (www.apsredes.org) , no site do CNS e demais parceiros.



I Seminário Nacional de Mobilização Social para controle da tuberculose entre os povos indígenas



Realizado em Brasília em 14 e 15 de Junho, o I Seminário Nacional de Mobilização Social para o controle da tuberculose entre os povos indígenas no Brasil contou com a participação dos presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI) dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O seminário foi uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS) em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral. Com o objetivo de fortalecer as ações de controle da tuberculose entre os povos indígenas foram priorizados 67 municípios, em todo o território nacional, que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

No seminário foram apresentados quadros gerais sobre a tuberculose - prevenção, transmissão e tratamento - os indicadores nacionais entre povos indígenas residentes em áreas rurais e urbanas, a metodologia da definição dos municípios prioritários, a inserção do programa de controle da tuberculose no plano Brasil Sem Miséria, entre outros.

Os presidentes dos CONDISI relataram suas experiências e o real contexto de suas regiões contribuindo para a construção coletiva de ações em mobilização social no controle da tuberculose. Eles ressaltaram também que as ações de saúde devem considerar as particularidades específicas da saúde indígena, especialmente no que diz respeito à atenção e à acessibilidade. Além da necessidade de se ampliar o diálogo dos DSEI junto aos programas municipais e estaduais de controle da tuberculose.

O PNCT vem construindo agenda de atividades relacionadas ao controle da tuberculose entre povos indígenas, que se iniciou com a participação dos responsáveis técnicos dos 34 DSEI no V Encontro Nacional de Tuberculose, seguido da Oficina de Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica e Laboratorial da Tuberculose nos Povos Indígenas da Região Norte e deste I Seminário Nacional de Mobilização Social para o controle da tuberculose entre os Povos Indígenas no Brasil.

A próxima atividade, que está prevista para o mês de julho, é uma Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os profissionais de saúde indígena dos 34 DSEI do país. Maiores informações em breve.

Para acessar as apresentações realizadas durante o seminário acesse Pasta 1 e Pasta 2.

Fotos em breve!!!




Atenção com a tosse continua em Sorocaba

Seis pessoas já apresentam tuberculose e estão em tratamento; enfermeira alerta para os sintomas 


Fonte: AGÊNCIA BOM DIA
  
O  inverno chegou para valer em Sorocaba com as temperaturas mínimas batendo na casa dos 10º nas madrugadas e pulando para mais de 22º durante o dia.

Essas mudanças bruscas são responsáveis pelo aumento dos chamados resfriados, gripes e outras doenças respiratórias. O problema é que enfermidades  mais sérias, como a tuberculose, podem aparecer e a pessoa achar que é apenas um resfriado. Por isso, atenção com a tosse que dura mais de 15 dias.

A enfermeira Valquíria Carnio Gomes, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, explica que a pessoa que apresentar tosse por duas semanas ou mais deve procurar a rede municipal de saúde, por meio das 30 unidades básicas, para ser atendida.

O lema da Secretaria Municipal de Saúde é simples: quanto mais conhecimento a pessoa tiver sobre a tuberculose, mais fácil serão os cuidados de prevenção. Em Sorocaba, a Secretaria  de Saúde detectou seis casos neste ano e os pacientes já iniciaram o tratamento.

A Campanha de Busca do Sintomático Respiratório, ocorrida há três meses, colheu 362 amostras do exame de escarro, realizado para detectar a doença. Essa campanha teve como motivação o Dia Internacional da Tuberculose, celebrado em 24 de março.

No Brasil, a doença baixou o  índice de casos em 3,54% no ano passado se comparando com 2010. Mas ainda há cerca de 70 mil pessoas registradas com a doença. Foram 71.790 (2010) e  69.245 (2011).

Sintomas 
Conforme a médica Sandra Melo, que atende na Unidade Básica de Saúde do bairro Paineiras, zona norte, em geral, a rede municipal de saúde é a primeira porta de entrada para o paciente  de tuberculose. “Os primeiros sintomas que apresentam são febre noturna com tosse e expectoração e emagrecimento”, detalha.

A médica afirma que o contágio da doença é feito entre pessoas, da mesma forma que se pega gripe, ou seja, pelo ar. Segundo ela, em “ambiente fechado, muita gente no mesmo lugar, pouco espaço, como nos presídios, por exemplo” são os locais mais complicados. Outros exemplos são ônibus fechados, sala de espera e até mesmo locais de trabalho.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, só no ano passado, no Estado de São Paulo, surgiram cerca de 1.200  casos.

Tem cura
A tuberculose é uma doença bacteriana e o tratamento dura seis meses, com medicação diária (quatro drogas diferentes juntas). A cura é completa.

No início do século 20 a cura não era completa e muitos romances, especialmente os brasileiros, trataram a doença como o mal do século. O que era, mas com o avanço da ciência, a cura foi descoberta.

Mas a médica Sandra Melo faz uma ressalva: “O tratamento não pode ser abandonado, afinal o bacilo fica resistente às medicações e o tratamento fica mais prolongado, um ano ou mais, mesmo com a troca de uma ou duas drogas do tratamento inicial. As complicações também são mais comuns quando o paciente abandona o tratamento. Por isso, uma vez começado ele deve ser seguido rigidamente pelo paciente”.

A coordenadora da campanha preventiva em Sorocaba, Valquíria Carnio Gomes, diz os casos identificados foram encaminhados para acompanhamento e tratamento na Policlínica Municipal de Especialidades, onde funciona o programa que mantém um trabalho permanente. “O tratamento é de graça, com antibiótico. Ele interrompe a transmissão para outras pessoas e garante a cura da doença no prazo de seis meses, se seguido corretamente.”


Abrasus promove palestra sobre Tuberculose



Fonte: ABRASUS 
A Associação Brasileira em Defesa dos Usuários de Sistemas de Saúde (ABRASUS) promove nesta quarta-feira, 27 de junho, palestra com o tema“Tuberculose, causas e consequências”, que será ministrada pelo Dr. Sergio Pinto Ribeiro, Vice-Presidente e Médico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A palestra será realizada às 14 horas na sede da ABRASUS, na Rua dos Andradas, 1560, sala 1704, Bairro Centro. O evento, com capacidade de 40 vagas, é aberto a todos os interessados, que devem confirmar presença pelo telefone 3062 8007.


terça-feira, 26 de junho de 2012


Oficina discute parcerias para o controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nos dias 20 e 21 de junho foi realizada em Recife, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” , com o objetivo de discutir formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais,  junto aos conselhos das comunidades.

Participaram do evento, representantes dos conselhos, coordenadores dos Programas estaduais de Controle da Tuberculose e coordenadores de saúde prisional dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia,  Pernambuco, Bahia e Ceará. Estes estados são prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.

Durante a oficina foi apresentado um panorama geral sobre tuberculose e sistema prisional para que os conselheiros da comunidade pudessem se apropriar do conhecimento referente à doença e aos dados epidemiológicos que resultou na construção de plano de trabalho conjunto para ser executado nos estados.

Empoderar os Conselhos é de extrema importância para que estes possam apoiar e supervisionar a implementação das ações de controle da tuberculose entre a população privada de liberdade, conforme as recomendações do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT).

A oficina é uma realização do PNCT por meio das áreas técnicas de mobilização social (CAMS) e Atenção à população privada de liberdade.

Nos dias 08 e 09 de agosto, esta mesma oficina será realizada em São Paulo com a participação dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

*Para FOTOS do evento, clique aqui


Comitê Metropolitano da Costa da Mata Atlântica reúne gestores e representantes da sociedade civil para fortalecer parcerias



O Comitê Metropolitano da Costa da Mata Atlântica realizou nesta segunda, 25,  em Santos, encontro de gestores e representantes da sociedade civil dos nove municípios envolvidos na ampliação e no fortalecimento da parceria junto às Organizações da Sociedade Civil.

O evento contou com a participação da Dra. Laedi dos Santos, do Programa de Controle da Tuberculose do Estado de São Paulo, que expôs a situação da tuberculose na Costa da Mata Atlântica, e Nadja Farone, coordenadora da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose que falou sobre a importância da mobilização social no fortalecimento das estratégias para o controle da tuberculose. 

Participaram do encontro, gestores dos municípios da Costa da Mata Atlântica, representantes do Sistema Penitenciário, dos Conselhos Municipais de Saúde, da Pastoral DST/Aids, da Pastoral da Saúde, do Programa Muncipal DST/Aids, da Secretaria da Assistência Social, da UNISANTOS, da Escola Técnica, da EducaAFRO e do Comitê Metropolitano de São Paulo.


Games, comunicação e saúde em pauta no 'Saúde em jogo 2'



Por Graça Portela, FIOCRUZ

Os jogos digitais são a mídia que cresce com maior velocidade atualmente e o Brasil já é o quarto mercado mundial, com mais de 35 milhões de jogadores registrados. Os vídeogames não são mais apenas para crianças e alcançam toda a sociedade. Mas o que a saúde tem a ver com isso? Para debater essas e outras questões, o Programa de Pós-graduação stricto sensu em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz) realiza a segunda edição do evento “Saúde em jogo”, com o seminário “O lúdico e a tecnologia na promoção da saúde”. No encontro serão apresentadas iniciativas que aproximam videogames, comunicação e saúde.

O evento "Saúde em Jogo" é um seminário cuja primeira edição ocorreu em 2011, no Icict. A proposta é apresentar e discutir iniciativas de novas mídias interativas, especialmente videogames, no campo da saúde e mais especificamente no campo da Comunicação e Saúde. Neste ano, o evento ocorrerá no auditório da  Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, no dia 28/6, das 18h ás 22h. Nesta edição haverá palestras de Arthur Protasio, pesquisador da FGV, falando sobre narrativa e saúde, Liliane Faria da Silva, enfermeira e professora da UFF, que vai falar sobre o lúdico no tratamento de crianças com câncer e Cristinna Araújo, que desenvolve o videogame "Combate", voltado para jovens pacientes com câncer. A mesa será moderada por Marcelo de Vasconcellos, doutorando do PPGICS e pesquisador de games para a saúde.

Segundo Vasconcellos, que realiza pesquisas analisando o potencial de jogos, em especial videogames, para as estratégias públicas de comunicação em saúde, focando temas como autocuidado e promoção da saúde, aponta a importância desse tipo de evento: “No Brasil, ainda é pouco explorado o uso de games para a área da saúde e este evento objetiva integrar pesquisadores e profissionais da área”, explica. 

Ele também destaca que apenas no Icict já há dois projetos andamento voltados para o público jovem, que tratam de relacionamento, sexualidade e DST: um jogo de tabuleiro, que pode ser jogado em grupos e salas de aula, e um vídeo de ação em 3D, que será distribuído pela Internet.

O evento, que tem entrada gratuita, é voltado para profissionais da área de saúde e aqueles que trabalhem desenvolvendo games ou que os utilizem em seu dia a dia de trabalho. As inscrições devem ser feitas aqui.



Evento: Saúde em Jogo – Seminário: “O lúdico e a tecnologia na promoção da saúde”
Data: 28/06/2012 – quinta-feira
Horário: 18h às 22h
Local: Auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – Praia de Botafogo, 190, Botafogo, Rio de Janeiro
Informações: Fundação Getúlio Vargas (FGV) – Telefones: 3799-5300

Acesse a programação aqui

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Roraima registra 45 novos casos


Roraima registrou 45 novos casos de tuberculose este ano. Desses, três são casos de retratamento, ou seja, casos de reingresso da doença devido ao abandono de tratamento e de reincidência da tuberculose em pacientes que já tiveram a doença. Os dados são do Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN).

Em 2010 foram registrados 127 novos casos e em 2011 este número aumento para 148, um aumento de mais de 14%. Entre 2010 e 2011, foram registrados 10 casos de retratamento. 

De acordo com a técnica da gerência do Núcleo Estadual de Controle de Tuberculose, Angela Maria Felix, nos casos de retratamento, há risco de a doença voltar de forma mais agressiva. Para isso, o paciente deve tomar os medicamentos, todos os dias, sem interrupção, por no mínimo 6 meses. Nos primeiros 15 dias de tratamento a pessoa já não transmite a tuberculose, e com um mês de tratamento a maioria dos sintomas desaparecem. Ainda assim, é imprescindível continuar o tratamento até o final. 

O estado tem investido no tratamento e na capacitação dos profissionais, mas algumas medidas de prevenção também podem ser adotadas pela população como vacinar as crianças com a BCG ao nascer, manter uma alimentação saudável, conviver em espaços onde o ar circule com facilidade e onde a luz do sol também possa entrar.

Toda pessoa com tosse por mais de três semanas deve procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O diagnóstico é simples e o tratamento é viabilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que distribui o medicamento.

Pessoas que moram na mesma casa ou trabalham no mesmo ambiente de alguém diagnosticado com tuberculose também devem procurar a UBS mais próxima de sua casa para uma avaliação médica. 

CERTIFICAÇÃO


A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima foi premiada pelo Ministério da Saúde com certificados de reconhecimento do bom desempenho dos trabalhos realizados para o controle da tuberculose nos últimos dois anos. Os certificados são referentes aos indicadores de casos novos com tratamento encerrado, proporção de casos de retratamento e casos de tuberculose testados para HIV. As certificações são das atividades dos anos de 2010 e 2011.

Objetivos do Milênio 2015


Em visita à comunidade da Rocinha, na manhã desta sexta-feira, dia 22, o Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha anunciou que o Governo Federal vai investir R$ 52 milhões para ampliar, em seis vezes, a produção nacional da vacina BCG contra a tuberculose. O principal objetivo é exportar o insumo para o mercado global, além de continuar abastecendo a demanda interna. 

Para tanto, o Ministério da Saúde, que liderou a ação no âmbito do Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), firmou convênio com a Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), Instituição Filantrópica que, desde 1900, atua no enfrentamento à tuberculose no Brasil,  que prevê a construção de nova planta industrial, em Xerém (RJ). Atualmente, o Pólo Industrial fica no bairro de São Cristóvão - Rio de Janeiro e produz 10 milhões de doses por ano, sendo a maior parte para consumo interno. O país exporta apenas para o Haiti.

Com a nova planta industrial, a FAP terá capacidade de produzir 60 milhões de doses por ano, sendo que 60% deste quantitativo serão destinados à exportação da vacina. “Além de manter o abastecimento da vacina no Programa Nacional de Imunização, a exportação da vacina ajudará o mundo a combater a tuberculose e atingir uma das metas do milênio, que é reduzir os óbitos pela doença até 2015”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A expectativa é que, no final de 2013, seja produzido o primeiro lote da vacina na nova planta industrial. Do total de recursos investidos (R$ 52 milhões), o Ministério da Saúde entrará com R$ 20 milhões, o BNDES com R$ 6 milhões e a FAP com outros R$ 26 milhões.

“A tuberculose é uma doença negligenciada prioritária na agenda da saúde global e o Brasil será protagonista no combate a esta patologia. O investimento na produção nacional de vacinas e medicamentos é uma das prioridades do governo federal e essencial para o avanço econômico e social do país”, afirmou Padilha. Nesta sexta-feira (22), o ministro apresentou a organismos internacionais o êxito brasileiro no enfrentamento à tuberculose, ao lado da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Chan, e do subsecretário Geral e Diretor-Executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin.

No ano passado, o Brasil atingiu uma das metas dos Objetivos do Milênio, por ter reduzido pela metade os óbitos por tuberculose, comparado com o ano de 1990. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que a meta foi atingida cinco anos antes do previsto, esperada para 2015.

OBJETIVO DO MILÊNIO – Durante o evento na Rocinha, foram homenageadas oito instituições que contribuíram para o alcance do Objetivo do Milênio no Brasil. A tuberculose está contemplada no 6º objetivo intitulado: combater a Aids, a malária e outras doenças. A meta alcançada estipulava a reversão da incidência da tuberculose até 2015, em comparação com os casos registrados em 1990. A OMS reconheceu que a meta foi atingida cinco anos antes do previsto, já que o país apresentou uma redução em 50% da taxa de mortalidade e tendência de queda da taxa de incidência, na comparação de dados entre 1990 com 2011.

Após as falas do Ministro e das demais autoridades presentes, entre as quais a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Chan, e do subsecretário Geral e Diretor-Executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, o Ministro prestou algumas homenagens à pessoas e Instituições que têm se destacado ao longo dos anos no desenvolvimento de ações de enfrentamento à tuberculose no Brasil, destacando-se o Psicólogo Carlos Basília (IBISS – Observatório Tuberculose Brasil), ativista vinculado ao Fórum de ONGs Tuberculose do Estado do Rio de  Janeiro e à Drª Margareth Dalcomo, pesquisadora do CRPHF; entregando aos dois uma placa de reconhecimento pela contribuição que tiveram no atingimento das Metas dos Objetivos do Milênio (ODM). 

Germano Gerhardt (FAP), Dr. Miguel Aiub (CRPHF), Carlos Basilia (IBISS), Dra. Hellen Miyamoto (Sub Secretaria - SES/RJ), Dra. Ana Alice (PCT SES/RJ) e Dra. Raquel Piller (PCT/SMS/RJ) 

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do Ministério da Saúde, é reconhecido como um dos mais eficientes no mundo. O PNCT privilegia a descentralização das medidas de controle para a Atenção Básica, ampliando o acesso da população em geral e das populações mais vulneráveis ou sob risco acrescido de contrair a tuberculose. O controle da doença é baseado na busca de casos, diagnóstico precoce e adequado, do tratamento até a cura com o objetivo de interromper a cadeia de transmissão e evitar possíveis adoecimentos.
Entre as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, no controle da doença, está a ampliação do orçamento das ações em 14 vezes, desde 2002. Naquele ano, os recursos foram de US$ 5,2 milhões, saltando para US$ 74 milhões em 2011. Além de aumentar os recursos, também foram implantadas estratégias mais integradas com programas como Saúde da Família e no Plano Brasil sem Miséria.

A VACINA – Indicada para prevenir as formas graves da tuberculose, a vacina BCG é aplicada nos menores de cinco anos e está disponível nas quase 35 mil salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS)

O Brasil utiliza esta vacina desde 1929, quando ainda era administrada por via oral. A intradérmica (apresentação atual disponibilizada na rede pública atualmente) começou a ser utilizada no país a partir de 1968. Em 1973, esta apresentação substituiu completamente a vacina BCG oral.

PRODUÇÃO NACIONAL –O Brasil produz nacionalmente 94% das vacinas fornecidas à população. Os laboratórios públicos produzem, ao todo, 21 vacinas atualmente. Em 2012, o Ministério da Saúde investirá mais de R$ 200 milhões na produção nacional de vacinas no Brasil, com as contrapartidas de R$ 100 milhões dos laboratórios públicos, serão investidos um total de R$ 300 milhões. É cinco vezes mais do que foi aplicado nos últimos cinco anos (entre 2007 a 2011 foram R$ 60 milhões). Estas ações integram o Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), lançado no início do ano pelo Ministério da Saúde.

O programa prevê investimentos de R$ 2 bilhões até 2014 – R$ 1 bilhão do governo federal e R$ 1 bilhão em contrapartidas de governo estaduais para a produção nacional de vacinas, fármacos, medicamentos e equipamentos. Só em 2012, Ministério da Saúde vai disponibilizar R$ 270 milhões – o valor é cinco vezes maior do que a média de investimentos (R$ 42 milhões) nos últimos 12 anos. Entre 2000 e 2011, o investimento total do governo foi de R$ 512 milhões. Os recursos serão aplicados na infraestrutura e qualificação de mão-de-obra de 18 laboratórios públicos - em diferentes regiões do país - com o intuito de adotarem melhores práticas do mercado e adquirirem nível de qualidade internacional, o que é essencial para a capacitação tecnológica e competitividade do país. O Brasil exporta atualmente sete vacinas para 22 países, voltadas, predominantemente para doação e ajuda humanitária.


Por Bárbara Semerene, Rhaiana Rondon e Jorge Alexandre, da Agência Saúde

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Centro Estadual de Vigilância em Saúde promove encontro sobre tuberculose


Fonte: SES

O Encontro Estadual Anual dos Programas de Tuberculose 2012 - Avaliação e Fluxos, promovido pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) da Secretaria Estadual da Saúde (SES), foi aberto nesta quarta-feira (20), no Auditório do Hospital Sanatório Partenon, em Porto Alegre. O objetivo do encontro é debater a situação epidemiológica e a política de controle de tuberculose no Brasil e no Rio Grande do Sul. 

O evento é direcionado para as 19 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) e para os 15 municípios prioritários no controle da doença. O secretário adjunto da SES, Elemar Sand, destacou a importância da participação das CRS para o fortalecimento da rede no Sistema Único de Saúde. "Muitos diagnósticos de tuberculose ainda são feitos nos hospitais e devem ser realizados na atenção básica. As Coordenarias são a porta de entrada para as secretarias municipais, assim como as Unidades Básicas de Saúde devem ser a porta de entrada para o cidadão". 

Estiveram também presentes na abertura da atividade o Diretor do Departamento de Coordenação dos Hospitais Estaduais, Antonio Fernandes e a Coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose no Estado e Diretora Técnica do HSP, Carla Jarczewsk, que apresentou os dados da tuberculose como quarta causa de mortes por doenças infecciosas e primeira causa de morte dos pacientes com AIDS no País.

O evento que se estende até esta quinta-feira, 21, proporcionará a capacitação de recursos humanos para a rede com reuniões técnicas multidisciplinares com avaliação de casos da doença nos pacientes das alas feminina e masculina do Sanatório Partenon, sob ponto de vista clínico que fundamenta a decisão terapêutica.


Em ARACAJU: Nova sede do Programa  de Tuberculose e Hanseníase vai funcionar no Cemar Siqueira Campos 


Fonte: Plenário

As obras de adequação da nova sede do Programa de Controle da Tuberculose e da Hanseníase da Prefeitura Municipal de Aracaju estão em processo de conclusão. O serviço será transferido para o Cemar Siqueira Campos, localizado na rua Bahia, no bairro Siqueira Campos. Atualmente, o programa  funciona no Centro de Especialidades  Médicas Cemar Augusto Franco. 

A secretária municipal de Saúde, Stella Maris Moreira informa que a partir do 2 de julho, o serviço começa a funciona na nova sede.

Nesta sexta-feira (22), pela manhã, uma comissão de gestores e técnicos da Secretaria Municipal de Saúde/Aracaju esteve no Cemar Siqueira Campos, para verificar o andamento das adequações.

A comissão formada por dirigentes e técnicos da Secretaria Municipal de Saúde(SMS) foi in loco verificar e avaliar as adequações já realizadas na estrutura física. “Estamos adequando aquele espaço para realizar o remanejamento do programa atendendo as legislações específicas e para potencializar as atividades realizadas com os usuários pelo programa”, explica Stella Maris.

Adequações 

De acordo com o coordenador do Núcleo de Serviços da SMS, Luis Roberto Feitas, para receber o Programa de Tuberculose e Hanseníase, a SMS vem realizando as adequações de infra-estrutura que contemplam dentre outros o fluxo de ar, reinstalação elétrica e hidráulica.

O programa vai funcionar no segundo pavimento do Cemar Siqueira Campos e o acesso será realizado pela rampa, que fica ao lado esquerdo da recepção do Cemar. “Na nova sede, o programa contará com recepção, oito consultórios, Sala de Higienização, Sala de Desinfecção, Sala de Assistência Social administração, arquivo e doisbanheiros”, informa Luís Freitas.

Na vistoria da obra estavam as diretoras de Administração e da Assistência em Saúde,respectivamente a Elany Bittencourt e Marieta Oliveira; a coordenadora e a gerente de serviços Especializados da Vigilância Sanitária, respectivamente Ana Angélica Ribeiro e Isabel Cristina Andrade. Ainda participaram da vistoria, a referência Técnica de Hanseníase, Anaíde Prado; o coordenador do Núcleo de Serviços, Luis Roberto de Freitas e a gerente de Divisão de Engenheira e Manutenção, Vanessa Silva.

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Ceará teve 200 óbitos por tuberculose em 2011 e atendimento ainda é precário



Febre, emagrecimento, dores musculares e tosse com secreção. Esses são os sintomas de uma doença que, há mais de dois séculos, provoca estado debilitado e até a morte das pessoas em todo o mundo: a tuberculose. Ela é causada por uma bactéria, Mycobacterium tuberculosis, por meio do contágio e infecção. Ao tossir, espirrar ou falar, um doente de tuberculose pode transmitir a bactéria através da saliva ou gotícula para outro indivíduo. Em 2011, 200 pessoas morreram no Ceará por conta da tuberculose.

A tuberculose é considerada grave, mas, quando há tratamento adequado, é curável em praticamente 100% dos casos. Idosos, crianças com menos de quatro anos e portadores de doenças que atingem a imunidade são os mais propensos a desenvolverem a doença. Os tipos são: pulmonares e extras pulmonares. O mais comum é o que afeta os pulmões, chamado tuberculose pulmonar. Rins, órgãos genitais, intestino delgado e ossos também podem ser comprometidos.

Dados

Segundo a Coordenadora das Ações de Controle da Hanseníase da Célula de Vigilância Epidemiológica (CEVEPI), enfermeira Heloísa Gurgel, metade da população do Brasil é infectada pela tuberculose. Ela explica que há dois momentos introdutórios da doença: o primeiro é o contágio, que pode ou não vir a torna-se um problema, e o outro é a própria doença, que é causada por conta de outro fatores.

“O bacilo encontra um lugar bom para viver e se reproduzir com as seguintes características: ter pouca ou nenhuma iluminação, ser úmidos e com baixa ventilação”, alertou a enfermeira. Heloísa disse ainda que, por conta da falta higiene e infraestrutura, pessoas que moram com um doente que não está sendo bem tratado, presidiários ou moradores de rua chegam a ter 70% a mais de chance de desenvolver a doença. “Para você ter noção, a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, tem maior incidência de tuberculoso do mundo”, comentou.

Tratamento e mortalidade

Cerca de 5.500 brasileiros morrem por conta da infecção anualmente. No Ceará, a taxa é alarmante: são registrados cerca de 200 óbitos por ano. “Rio de Janeiro e Fortaleza são exemplos de que nos grande aglomerados é que a taxa de mortalidade é maior”, pontuou Heloísa.

A enfermeira Heloísa comentou que, no Ceará, o atendimento é realizado nos 92 postos de saúde do Fortaleza. O paciente faz um exame no posto e, caso seja confirmada a doença, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. “Em qualquer lugar do Brasil, o tratamento para tuberculose é totalmente gratuito”, alertou.

O paciente só deve ser encaminhado ao hospital quando a doença encontra-se em estado mais grave. “O problema daqui [do Ceará] é que só existe dois leitos específicos para o atendimento do tuberculoso no Hospital da Messejana. Isso é insuficiente. É necessário mais hospitais com condições de atender, pessoas com doenças respiratórias”, disse.

O tratamento é realizado a base de antibióticos, com duração de cerca de seis meses. Na maioria dos casos, a internação no hospital não é necessária. Com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se tornar mais resistente, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado. Além disso, a forma de prevenção é por meio de vacina, como a BCG.

Aids

Com o surgimento da Aids, o quadro da tuberculose mudou. Por afetar principalmente o sistema imunológico do corpo humano, a doença respiratória tem mais probabilidade de causar sintomas mais graves na pessoa contagiada. A tuberculose é uma das principais causas da morte de portadores do vírus HIV.




Minas Gerais realiza Marcha contra o Crack e outras Drogas


Neste sábado, 23 de junho, às 9h, será realizada a Marcha contra o Crack e outras Drogas, em Belo Horizonte, com o objetivo de mobilizar a sociedade mineira na luta contra as drogas. O evento é fruto da parceria entre a Assembléia Legislativa de Minas Gerais, governo estadual, prefeitura de Belo Horizonte, Igreja Batista da Lagoinha (IBL) e Centro de Recuperação de Dependentes Químicos (CREDEQ). Além dos parceiros, cinquenta comunidades terapêuticas farão parte da caminhada. São esperadas mais de cinco mil pessoas.

Segundo estimativa da ONG Defesa Social, apenas em Belo Horizonte são consumidas mais de 120 toneladas de drogas por ano. O estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que o crack já está presente em 84,4% dos municípios mineiros.

O problema no uso do crack não se limita apenas ao vício. Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em abril deste ano, descobriu uma larga associação entre internações por tuberculose e uso do crack. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o coordenador da Saúde Mental da Secretaria, Sérgio Tamai, relatou que a dependência ao crack expõe o usuário a outras doenças graves. Ele afirma ainda que há grande preocupação com este público porque as constantes interrupções nos tratamentos de tuberculose podem expor outros pacientes com baixa imunidade, como transplantados, a gerações de bactérias super-resistentes.

A Marcha terá como ponto de partida o Colégio Estadual Central, localizado na Avenida do Contorno, Santo Antônio. O encontro dos manifestantes será às 9h e terá o percurso estendido até a Praça da Assembleia, que fica na Avenida Olegário Maciel, Lourdes. O pastor responsável pelo projeto Jesus no Coração da Cidade da IBL, Eduardo dos Santos, apoia a iniciativa. “É uma forma de despertar a população dessa epidemia que está acontecendo. Estaremos juntos nesta guerra contra as drogas”, afirma.

Na praça, haverá apresentações de programas da Polícia Militar: "Juventude e Polícia" e Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Os participantes poderão conhecer sobre o Programa Vida, composto por adolescentes que trabalham na ALMG, entre outras manifestações. O cantor e pastor, André Valadão, será um dos responsáveis pelo encerramento do evento. 



Combate a aids e outros problemas de saúde estão no documento final da Rio+20


Da Agência Aids 

Dentre os mais de 200 artigos que integram o documento final da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, oito tratam especificamente sobre a saúde. O texto destaca, por exemplo, o combate a aids, tuberculose, gripe e doenças crônicas como diabetes e hipertensão, e afirma que é preciso redobrar esforços para alcançar o acesso universal à prevenção, tratamento, cuidados e apoio.

“As metas de desenvolvimento sustentável só podem ser alcançadas a partir da redução dessas doenças, propiciando às populações o bem-estar físico, mental e social”, afirma o material. 

Em outro artigo, os participantes da conferência reconhecem que a redução da poluição do ar, da água e do uso de produtos químicos pode gerar efeitos positivos na saúde.

O texto final traz ainda um apelo para que os países signatários colaborem para fortalecer os sistemas de saúde, aumentando o financiamento e a força de trabalho no setor. A distribuição de medicamentos seguros e a ampliação do acesso a vacinas e tecnologias médicas também são ações estratégicas descritas pelos representantes dos países. 

“As políticas públicas de saúde contribuem para que o ser humano esteja no centro da agenda do desenvolvimento de qualquer País. E ter um sistema público de saúde ultrapassa o direito individual de cada cidadão. Ele permite e obriga que a organização do meio ambiente e espaços urbanos coloquem a defesa da vida na regulação de cidades mais saudáveis”, avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo Padilha, o Brasil contribuiu para uma grande experiência oferecendo saúde gratuita, integral e universal. “Isso tem impacto direto no desenvolvimento sustentável, pois gera uma mobilização entre o poder público em parceria com a sociedade civil para colocar a defesa da vida no planejamento e no esforço político nas decisões estratégicas”.

A Pasta informa que, desde a Conferência Rio 92, o Brasil expandiu o acesso da atenção primária à saúde, que saltou de uma cobertura de 3% em 1992 para aproximadamente 63% em 2012. “Não há dúvidas que o SUS contribuiu significativamente para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Por isso, a Conferência Rio+20 é uma oportunidade para ampliar a agenda de compromissos também do setor saúde”, acredita Guilherme Franco Netto, diretor do departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador.


Ativistas que lutam contra aids e tuberculose fazem manifestação na Rio+20 para estimular controle social no País


Pedro Malavolta em especial para a Agência Aids 

Organizações não governamentais (ONG) que trabalham com questões ligadas à aids e à tuberculose aproveitaram a realização da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, para chamar atenção sobre as dificuldade que a sociedade civil organizada brasileira está sofrendo. Nessa terça-feira, 19 de junho, cerca de 50 pessoas participaram de uma manifestação. Eles seguraram cartazes com frases com reivindicações como “A saúde brilha em genebra, mas a vulnerabilidade continua aqui”, distribuíram camisinhas e cantaram palavras de ordem como “não é mole não, controle social está em risco de extinção”. Os ativistas percorreram o espaço da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, e depois seguiram até a Cinelândia no centro do Rio.

O ato faz parte das ações da campanha SOS ONGs Brasil, lançada em fevereiro deste ano, que pede uma rediscussão sobre o financiamento das entidades da sociedade civil que fazem o controle social das políticas de saúde, em especial no caso da aids e da tuberculose.

Nilo Geronimo Borgna, ativista soropositivo que estava na manifestação, denunciou as mudanças na política de isenção no transporte intermunicipal na região metropolitana do Rio. “Antes tínhamos passe livre no transporte intermunicipal, hoje estamos limitados a 10 passagens e às vezes precisamos usar essas passagens para transporte dentro do município também”, contou

Para Felipe de Carvalho, da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), problemas como o de Borgna exemplificam como “a falência de ONGs ligadas ao controle social causa uma precarização da resposta brasileira e local para a aids”.

Evolução das negociações com o governo

Renata Reis, também da Abia, acredita que a campanha SOS ONGs Brasil “quer garantir um debate amplo e claro sobre o financiamento das ONGs no Brasil.” Segundo ela, a falência das organizações da sociedade civil terá consequências para a maneira como é estruturado o tratamento e a prevenção as doenças sexualmente transmissíveis no País. “A resposta brasileira sempre foi considerada um exemplo porque juntava a atuação do poder público com a da sociedade civil”, explica.

Para Renata, é impossível para as ONGs viverem apenas com os editais de publicações, eventos ou projetos. “Não conseguimos garantir condições dignas de trabalho dessa maneira. E nós precisamos de dedicação para conseguir enfrentar aspectos da epidemia de aids hoje como a complexidade das respostas biomédicas, de comércio internacional e de patentes.”

Segundo Renata, para a Abia, a reunião realizada com o governo para discutir o problema ainda não provocou respostas satisfatórias. “Não dá para dizer que o ministério não respondeu, mas essa resposta ainda não resolve os problemas”, disse. “Precisamos de um financiamento emergencial para garantir a continuidades das ONGs que fazem controle social antes de iniciar o debate sobre financiamento”, finalizou.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio Largo realiza Curso de atualização sobre busca ativa e combate à tuberculose para médicos do PSF




Fonte: Alagoas 24h

Médicos da Estratégia de Saúde da Família (PSF) do município de Rio  Largo participaram, na manhã desta quarta-feira, de uma atualização sobre busca ativa, diagnóstico e tratamento de pessoas com tuberculose. A capacitação foi solicitada pela secretaria municipal de Saúde, por recomendação da prefeita Fátima Correia – que também é médica – em função da situação do município em relação à doença.

 Segundo dados apresentados por Ednalva Araújo, da vigilância epidemiológica estadual, o município de Rio Largo é considerado prioritário, por apresentar índices preocupantes em relação à doença, não só no que diz respeito ao número de casos, mas também nos índices de cura, que têm se apresentado abaixo do que é preconizado pelas organizações de saúde, que seriam de pelo menos 80%.

“Em Rio Largo tem ficado abaixo de 70%. Teve ano que registrou 55%. Isso acontece porque muita gente abandona o tratamento, antes de completar os 6 meses, que é o tempo necessário para acura”. Ela disse que o município tem apresentado uma média de 40 casos de tuberculose identificados por ano, e que para 2012 a meta seria identificar 55, porém, até agora – no meio do ano – apenas 19 foram detectados, o que pode ser um forte indício de subnotificação. “Isso não indica, necessariamente, que o número de casos diminuiu. Significa apenas que eles não estão sendo identificados como deveriam”, afirma ela.

Ednalva reforçou a necessidade de redobrar as atenções no acompanhamento e a importância de que os profissionais estejam sempre atualizados para fazer a busca ativa e o diagnóstico precoce, e também para esse acompanhamento durante o tratamento da doença. Ela destacou também a importância do empenho do gestor municipal para garantir o suporte do município, já que, segundo ela, 90% das ações relacionadas à tuberculose dependem da atenção básica.

“Todas as ações que estiveram ao alcance da nossa gestão, para promover a saúde da população, nós vamos fazer”, garantiu a prefeita Fátima Correia.


terça-feira, 19 de junho de 2012


Carta manifesto do coletivo ONGs na Luta contra a Tuberculose será entregue às autoridades na Conferência Rio+20

Ainda na programação, discussão sobre rede de comunidades saudáveis e mobilização dos Fóruns AIDS/ TB e movimentos sociais SOS ONGs em passeata do Aterro à Cinelândia


Carta manifesto para os governos, lideranças e formadores de opinião, entidades médicas e científicas e população em geral – Rio de Janeiro, Junho de 2012.

Nós, ONGs TB participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) Rio+20, chamamos a atenção para a importância do Combate à Tuberculose.

Combater a Tuberculose – O desafio

A tuberculose (TB) é uma das enfermidades mais antigas do mundo. Mas não é uma doença do passado como muitos imaginam. Segundo estimativas da OMS, dois bilhões de pessoas, o que corresponde a um terço da população mundial, está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis. Destes 9 milhões, desenvolverão a doença e 2 milhões morrerão a cada ano.

O Brasil faz parte do grupo de 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo, com 36 casos registrados da doença para cada 100 mil habitantes. Apesar dos avanços, a doença ainda esta longe de um controle efetivo. No país, a tuberculose representa a quarta causa de óbitos por doenças infecciosas (4,6 mil mortes em 2010) e a primeira entre pacientes com Aids.

O Rio de Janeiro se destaca no quadro nacional por apresentar, historicamente, uma das maiores incidências de tuberculose do país (70 / 100.000 habitantes), elevada coinfecção TB/HIV e uma estimativa de 900 óbitos a cada ano. Números inaceitáveis para uma doença que tem cura.

Vimos conclamar a população e cobrar das autoridades e gestores da saúde maior empenho no enfrentamento da tuberculose e seus determinantes sociais. Acreditamos que só por meio das seguintes ações seremos capazes de reverter os atuais indicadores da tuberculose no Brasil e no mundo:
  • Buscar o atingimento dos ODM (meta 6 - combate ao HIV/aids, malária, tuberculose e hanseníase);
  • Maior visibilidade e priorização das ações voltadas ao controle da Tuberculose e comorbidades, TB/HIV, diabetes, álcool e drogas;
  • Promover campanhas de conscientização de massa sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença. Garantia de acesso ao diagnóstico precoce e a um tratamento de qualidade humanizado;
  • Investimentos concretos no incentivo à pesquisa e produção nacional de novos métodos de diagnóstico e tratamento encurtado;
  • Implementação e ampliação do tratamento supervisionado para Tuberculose, estratégia (DOTS), com ênfase na busca ativa de casos e incentivos de adesão ao tratamento para os pacientes como auxílio transporte e alimentação (Cestas Básicas); Fortalecimento do SUS e Programas de Saúde com a participação de Agentes Comunitários de Saúde e participação de pacientes;
  • Combater a pobreza, a fome e a exclusão social, através da criação de programas e ações de inclusão, que gerem emprego e renda;
  • Combater o estigma, o preconceito e a discriminação relacionados à TB;
  • Maior rigor, transparência e compromisso social na aplicação e uso dos recursos públicos da saúde e dos Programas de Controle da Tuberculose;
  • Fortalecimento, fomento e a sustentabilidade da participação da Sociedade Civil Organizada através de ONGs redes, fórum e grupos de pacientes TB & HIV/AIDS.

Os governos têm uma dívida a reparar com essas populações
As ações de combate da tuberculose estão muito aquém de uma resposta efetiva de controle. A cada dia a tuberculose continua a avançar de forma devastadora principalmente nos segmentos mais vulneráveis da população, crescendo acentuadamente nas periferias, nos bolsões de pobreza, entre a população de rua, encarcerados e pessoas vivendo com o HIV/AIDS.


Construindo uma resposta coletiva na Luta contra a Tuberculose
O papel da mobilização social no controle da tuberculose
Nós, do movimento social de luta contra a Tuberculose e o HIV/Aids, acreditamos que só através da mobilização social, do compromisso político das autoridades, bem como, da melhoria das condições de vida da população junto à implementação de políticas públicas de moradia, trabalho e renda é que poderemos conter o avanço da doença. A retomada da mobilização social na luta contra a tuberculose no Brasil, por meio da criação de Fóruns, Grupos de Pacientes e redes sociais de luta contra a tuberculose, é um marco histórico e um importante instrumento político para mudar o dramático cenário da doença e a negligência da saúde junto às populações mais vulneráveis.

Serviço:

Além da entrega da carta, a programação das ONGs engloba a seguinte agenda para todo o dia:

De 09h às11h: REDE DE COMUNIDADES SAUDÁVEIS - CEDAPS Fala Comunidade Tenda Aimbirê/ Território do Futuro 1 (próximo ao MAM e Vivo Rio)

Às 11h:  Mobilização dos Fóruns AIDS/ TB e movimentos sociais SOS ONGs – Passeata do Aterro à Cinelândia (Concentração Tenda Aimbirê/Território do Futuro 1 (próximo ao MAM e Vivo Rio)

 2ª Avaliação Trimestral do Programa Estadual de Controle da Tuberculose de São Paulo de 2012


Hoje, das 8h30 às 15h, será realizada 2ª Avaliação Trimestral do Programa Estadual de Controle da Tuberculose de São Paulo de 2012. A atividade acontece no auditório  Jose Ademar - CVE, com presença de representantes de 52 municípios - toda a área metropolitana e a Costa da Mata Atlântica.


Já no dia 20 de junho, a avaliação será para todo o interior de São Paulo por vídeo conferência. Na pauta, análise de indicadores e propostas de ações de "intervenção" a partir das prioridades estabelecidas para o 2º semestre. Participam da atividade, interlocutores dos Programas de Controle da Tuberculose (PCTs) municipais e membros do Comitê Metropolitano de SP.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Oficina discutirá parcerias para o controle da tuberculose em ambientes prisionais


Nos dias 20 e 21 de junho será realizada, em Recife, a Oficina Conselhos da Comunidade e TB: “Construindo Parcerias” com o objetivo de discutir, junto aos conselhos das comunidades, formas de colaboração para o controle da tuberculose em ambientes prisionais.

A oficina é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde e contará com a presença da área técnica de saúde prisional da Secretaria de Atenção em Saúde e Departamento Penitenciário Nacional.

Participam do evento, coordenadores de saúde prisional dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazônia,  Pernambuco, Bahia e Ceará. Estes estados são prioritários em decorrência da alta incidência de tuberculose e contingente de pessoas privadas de liberdade.


Confira a programação

Nesta terça será inaugurado Centro de Diagnóstico e Tratamento de Tuberculose no COTEL



Nesta terça feira, 19 de junho, será inaugurado Centro de Diagnóstico e Tratamento de Tuberculose no COTEL - Centro de Observação e Triagem Prof. Everardo Luna (Abreu e Lima) – porta de entrada do sistema penitenciário na região metropolitana de Recife. 

Participam da solenidade o secretário estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira,  o secretário estadual de Defesa Social, Wilson Damázio, e o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Fabio Moherdaui.

A população privada de liberdade representa apenas 0,2% da população do país, no entanto contribui com 6,8% dos casos de TB notificados. Atualmente Pernambuco é o 5º estado em incidência – aproximadamente 1500 casos por 100.000 habitantes entre a população privada de liberdade (PPL).

Segundo Fabio Moherdaui a implantação de Centros de Diagnóstico e Tratamento de Tuberculose (CDT - TB) nas unidades prisionais permitirá a identificação precoce dos casos e tratamento oportuno, reduzindo a transmissão da doença. Além disso, destacou a importância da articulação entre os programas de tuberculose e vigilância epidemiológica para manutenção, apoio técnico e acompanhamento das ações realizadas dentro e fora das unidades.

Em consonância com a Lei de Execuções Criminais e a Resolução nº11/2006 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, o CDT sistematizará o exame admissional dos novos presos que ingressam diariamente no sistema  e o diagnóstico de casos encaminhados por outras unidades de pacientes identificados durante o encarceramento. Ao todo, serão beneficiados 25 mil presos de todo o estado.

O CDT conta com estrutura de consultórios médico e de enfermagem, sala para coleta de baciloscopia, sala para coleta de sangue e realização de TR para HIV, infraestrutura para realização de RX tórax (sala de exames, sala para processamento dos filmes e laudo) e laboratório para realização de baciloscopia.

O atendimento será realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médico clínico, radiologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, técnico de Raio X, técnico de laboratório, bioquímico e psicólogo. 

O projeto do CDT teve inicio em 2010 e  foi executado pelo Fundo Global junto à Secretaria de Justiça de Pernambuco e apoio técnico da Secretaria Estadual de Saúde (PCT), do Ministério da Justiça e da Área Técnica de Saúde do Ministério da Saúde.


Web transmissão sobre tuberculose multidroga resistente


Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia

Em 21 de junho, o Departamento de Infectologia da Associação Paulista de Medicina (APM) promove uma web aula abordando o tema “tuberculose multidroga resistente” com o objetivo de chamar atenção para um grande problema tanto no Brasil quanto no exterior.

O presidente do departamento e palestrante do evento, dr. Hélio Arthur Bacha, afirma que será debatida a epidemiologia da doença, cuja gravidade aumenta no mundo. “No Brasil, a tuberculose multidroga resistente aparece com pouca intensidade, mas vem ganhando importância.”

Serão abordados diagnósticos e novas formas de terapia, além de dados recentes da incidência no país e no resto do mundo. Conforme dr. Hélio, atualmente, nota-se uma diminuição em torno de 2% a 3% da tuberculose em geral, mas se eleva a relevância da tuberculose multidroga resistente, especialmente quando associada à aids.

O encontro terá abordagem destinada aos médicos clínicos e infectologistas. Mais informações pelo número (11) 3188-4281.


Serviço


Data: 21 de junho de 2012
Horário: entre 20h e 22h
Local: APM
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 – São Paulo/SP
Informações: (11) 3188-4281


SEAP e SES capacitam equipes de saúde penitenciária


Governo da Paraíba

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), por meio da Gerência de Saúde Penitenciária, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), realiza hoje e amanhã, no auditório do Hospital Clementino Fraga, uma capacitação em tuberculose voltada aos profissionais de saúde penitenciária. A intenção é melhorar a qualidade da assistência prestada aos apenados no que diz respeito ao diagnóstico precoce, controle de comunicantes e tratamento adequado da doença.

Participarão da capacitação profissionais das nove equipes de saúde penitenciária. A ação tem o apoio das áreas técnicas da SES, Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde.

A iniciativa faz parte do projeto “Cidadania é Liberdade”, que promove ações de educação, trabalho, cultura e saúde voltadas para a ressocialização dos detentos do sistema prisional paraibano.

Na programação estão previstas discussões sobre a situação epidemiológica do estado, o diagnóstico oportuno dos casos de tuberculose mediante a investigação dos sintomáticos respiratórios e o tratamento diretamente observado (TDO). No segundo dia, serão debatidas questões referentes ao manejo clínico e à atenção à saúde no presídio com apresentação de experiência local.

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Em Brasília, oficina de fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial da tuberculose nos povos indígenas da região Norte discute estratégias


O primeiro dia da Oficina de Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica e Laboratorial da Tuberculose nos Povos Indígenas da Região Norte foi marcado por apresentações de dados, panoramas gerais e desafios relacionados à tuberculose entre povos indígenas e apresentações específicas de alguns Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 

Durante a abertura, o coordenador adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Fabio Moherdai explicou que os municípios prioritários foram escolhidos a partir de critérios, dos quais foram selecionados 67 municípios em todo o território nacional que juntos somam 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais. Destes, 35 estão na Região Norte, foco do trabalho desta oficina. 

A partir deste contexto, o PNCT construiu uma agenda de atividades relacionadas ao controle da Tuberculose entre povos indígenas, que se iniciou com a realização de mesa redonda com a participação dos responsáveis técnicos dos 34 DSEI durante o V Encontro Nacional de Tuberculose, seguido pela realização desta oficina. 

Além disso, será realizado nos dias 14 e 15 de junho o 1º Seminário Nacional de Mobilização Social para Controle da Tuberculose entre os Povos Indígenas, e também uma Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os profissionais de saúde indígena dos 34 DSEI do país, prevista para o mês de julho.

 “É uma sequencia de eventos que demonstram a vontade política de tratar os povos indígenas como prioridade”, destacou Fabio.

A representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Ângela Franco, agradeceu o apoio à saúde indígena e ressaltou a importância desta parceria entre o PNCT, CGLAB, e SESAI na busca por ações que qualifiquem o diagnóstico, considerando que a saúde indígena possui particularidades muito específicas, principalmente no que diz respeito à atenção e ao acesso.

Participam do evento, representantes do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e coordenadores estaduais e responsáveis técnicos pela tuberculose dos LACEN, LAFRON e DSEI.

No 2º dia de oficina foram formados grupos de trabalho para discutir problemas e propor soluções criativas para compor o plano de trabalho para a Região Norte.

Para download das apresentações clique pasta 1 e pasta 2
Para as fotos, acesse aqui

terça-feira, 12 de junho de 2012


Trabalho sobre o Sistema de Vigilância da Tuberculose nas Populações Privadas de Liberdade do Ceará é premiado no 6º Encontro Científico do EPISUS


De 04 a 06 de junho de 2012 foi realizado o 6º Encontro Científico do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS), onde foram apresentadas avaliações de sistemas de vigilância, trabalhos de longo prazo e investigações de surtos.

Entre os trabalhos premiados, cabe destacar a Avaliação do Sistema de Vigilância da Tuberculose nas Populações Privadas de Liberdade do Ceará, de 2007 a 2010, dos autores Elionardo Andrade Resende, Patrícia Bartholomay Oliveira, Daniele Chaves Kuhleis, Caroline Silveira Santos Cyriaco e Aglaêr Alves da Nóbrega, que levou o 2º lugar na categoria avaliação de sistema.

Segundo Elionardo Resende, além de descrever e conhecer sistemas, o objetivo do trabalho foi propor recomendações para as entidades envolvidas como o Centro de Referência para a TB situado no Hospital Penal Otavio Lobo e algumas penitenciárias na região metropolitana de Fortaleza.  

Elionardo ressaltou que o apoio do Programa de Controle da Tuberculose do Ceará e da Secretaria Estadual de Justiça foi fundamental durante o processo e  salientou que algumas das recomendações propostas já foram implantadas.

O Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS) foi criado pelo Ministério da Saúde (MS) e teve início no ano 2000. Este programa de treinamento é desenvolvido no âmbito da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) /MS, em Brasília.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

 V Encontro Nacional de Tuberculose: Certificados dos trabalhos científicos estão disponíveis para download

Atenção! Os certificados dos trabalhos científicos apresentados em forma de pôster durante o V Encontro Nacional de Tuberculose já estão disponíveis para download.

Para baixar o certificado, clique aqui.

PNCT discute estratégias para o controle da tuberculose entre povos indígenas.


De 12 a 15 de junho, serão realizados em Brasília oficina e seminário para fortalecer o controle da tuberculose entre povos indígenas.

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral. Além disso, foram priorizados 67 municípios que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

A partir deste contexto, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) realiza, de 12 a 15 de junho, a Oficina de fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial da tuberculose nos povos indígenas na região norte e o I Seminário nacional de mobilização social para o controle da tuberculose entre povos indígenas no Brasil.

Realizada em parceria com a Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a oficina acontecerá nos dias 12 e 13 de junho, onde serão discutidas, estratégias de fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial da tuberculose entre povos indígenas na região norte.

A oficina foi desenvolvida a partir da definição dos 35 municípios prioritários na região norte e tem como público alvo os coordenadores estaduais de tuberculose e responsáveis técnicos pela tuberculose nos laboratórios centrais de saúde pública (LACEN), laboratórios de fronteira (LAFRON) e distritos sanitários especiais indígenas (DSEI).

Nos dias 14 e 15 será realizado o I Seminário nacional de mobilização social para o controle da tuberculose entre povos indígenas no Brasil no qual o PNCT apresentará os indicadores nacionais de tuberculose entre povos indígenas residentes em áreas rurais e urbanas, a metodologia da definição dos municípios prioritários, a inserção do programa no plano Brasil Sem Miséria, o acompanhamento das condicionalidades, entre outros temas. 

Realizada em parceria com a SESAI e a FUNAI, o evento tem como público alvo os presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI) dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

Para acessar a programação da Oficina clique aqui.

Para programação do Seminário clique aqui.

Para maiores informações:
Tatiana Magalhães
Telefone: (061) 32138022
Email: tatiana.magalhaes@saude.gov.br