terça-feira, 31 de julho de 2012

Oficina de avaliação do V Ciclo de visitas de M&A

Começou hoje, em Brasília, a Oficina de avaliação do V Ciclo de visitas de Monitoramento e Avaliação (M&A) do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) a estados e municípios prioritários.

Durante três dias, técnicos do Programa Nacional, Programas Estaduais e Municipais de Controle da Tuberculose, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Universidades e laboratórios estarão reunidos para discutir os resultados do último ciclo de visitas de M&A das ações de vigilância em saúde para o estabelecimento de políticas públicas em nível local e nacional.

Na cerimônia de abertura, o coordenador do PNCT, Draurio Barreira, ressaltou a importância da cultura de monitoramento e avaliação nos serviços de saúde e lembrou que o Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil foi o grande incentivador desta prática.

As visitas de monitoramento e avaliação orientam a tomada de decisões e qualificam o processo de gestão do PNCT. Durante estas visitas, são discutidas as ações realizadas pelos programas estaduais e municipais ao longo do ano e definidas as metas e recomendações para o período seguinte. 

A partir da avaliação do ciclo de visitas realizado entre o 2º semestre de 2011 e o 1º semestre de 2012, será definida a metodologia de trabalho e reformulação dos instrumentos de coleta de dados para o próximo ciclo, bem como o papel desempenhado por cada participante.

Para amanhã, estão previstas capacitações em Manejo clínico da infecção latente da tuberculose (ILTB) e em Biossegurança.


Homenagem

Durante a cerimônia de abertura, foi realizada homenagem à colega e colaboradora do PNCT, Márcia Calixto, que faleceu na última semana. Por meio de um vídeo, a técnica Caroline Cyriaco reuniu fotos e mensagens que emocionou a todos que trabalharam e conviveram com Márcia.

Márcia sempre demonstrou seu comprometimento e dedicação na luta pelo controle da tuberculose, não só em Porto Alegre, mas também nacionalmente, tendo sido nos últimos anos colaboradora incansável do Programa Nacional como técnica da rede de assessores em monitoramento e avaliação das ações de controle da TB em vários estados e municípios.


Veja o vídeo


Caminhada contra a tuberculose mobiliza Jardim Iracema


Compartilhar experiências, debater estratégias e desencadear ações para reduzir o abandono do tratamento são as metas da caminhada contra a tuberculose, que será promovida nesta quarta-feira (1º/08), pelo CSF Fernando Façanha em parceria com a Secretária Executiva Regional (SER) I e a Associação de Amparo aos Pacientes de Tuberculose.    

O evento ocorrerá das 8h30 às 11h, no bairro Jardim Iracema, com orientações sobre a doença, atendimento a pacientes sintomáticos e busca ativa de pacientes faltosos ao tratamento. Durante a ação, um carro de som prestará informações para a comunidade sobre a tuberculose.

A caminhada contará com um consultório móvel, onde médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem prestarão atendimento. A atividade tem ainda parceria com o Distrito de Vigilância Epidemiológica da SER I e com o Ministério da Saúde.

Desde inicio de 2012, todas as unidades de saúde localizadas na área da Regional I realizam exames para detectar a tuberculose. A doença é transmitida pelo ar e pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial os pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de Koch. Os sintomas são tosse crônica (cerca de 20 dias), febre, suor noturno, dor no tórax, perda de peso e falta de disposição.

SERVIÇO
Caminhada contra a tuberculose
Data: 1º de agosto
Horário: 8h30 às 11h
Local: CSF Fernando Façanha (Rua Tocantins, S/N - Jardim Iracema)


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Começa amanhã a Oficina de avaliação do V Ciclo de visitas de M&A

De 31 de julho a 2 de agosto, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) realizará, em Brasília, a Oficina de avaliação do V Ciclo das visitas de monitoramento do PNCT a estados e municípios prioritários. Durante o evento, serão discutidos os resultados das visitas de monitoramento e avaliação das ações de vigilância em saúde para o estabelecimento de políticas públicas em nível local e nacional.

As visitas de monitoramento e avaliação orientam a tomada de decisões e qualificam o processo de gestão do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Durante estas visitas, são discutidas as ações realizadas pelos programas estaduais e municipais ao longo do ano e definidas as metas e recomendações para o período seguinte. 

A partir da avaliação do ultimo ciclo de visitas, realizadas no 2º semestre de 2011 e 1º semestre de 2012, será definida a metodologia de trabalho e reformulação dos instrumentos de coleta de dados para o próximo ciclo, bem como o papel de cada participante.

Considerando a importância da formação continuada dos monitores para disseminar a cultura de monitoramento e avaliação nos serviços onde atuam, serão realizadas capacitações de Manejo clínico da infecção latente da tuberculose e Biossegurança.

A metodologia do trabalho desenvolvido durante as visitas é definida e pactuada com todos os parceiros, sendo reformulada a cada reunião de avaliação. Por esta razão, a oficina conta com a participação de Técnicos do PNCT, Programas Estaduais e Municipais de Controle da Tuberculose, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Universidades e laboratórios.

Monitoramento e Avaliação (M&A)

Durante as visitas de M&A, são analisadas a estrutura e o funcionamento dos Programas de Controle da Tuberculose locais, com o intuito de obter informações gerais sobre laboratório, assistência farmacêutica, diagnóstico, tratamento e outros temas relacionados.  Além disso, as visitas aproximam estado, municípios e profissionais de saúde responsáveis pela assistência ao paciente com tuberculose, possibilitando a discussão, identificação dos problemas e melhoria dos processos de trabalho.

Serviço
Data: 31 de julho a 02 de agosto de 2012
Horário: 08:30 as 17:30 
Local: Hotel Manhattan, Setor Hoteleiro Norte - Brasília DF


Declaração de Compromisso da Conferencia Internacional sobre HIV/AIDS inclui a luta contra a tuberculose

Impossível falar de Aids e não falar de Tuberculose. Durante a 19ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada em Washington, não foi diferente. A coinfecção TB/HIV esteve presente em diversas palestras e apresentações que ressaltaram a necessidade de entender a interação do HIV com as coinfecções, como a tuberculose que é a primeira causa de morte em pacientes com aids.

No ultimo dia da conferência, a atriz e embaixadora pela ONU, Whoopi Goldberg alertou mais uma vez para o impacto que a tuberculose tem na luta contra a aids, e pediu para que esta doença deixasse de ser negligenciada. 

Declaração de Washington 

O tema da conferência deste ano é Turning the Tide Together (Juntos para virar a maré, na tradução livre) e enfatiza a importância de ações decisivas em uma fase considerada desafiadora da epidemia de aids no mundo. A Conferência, chegou ao fim, mas a luta continua. Por esta razão, os responsáveis pela organização do evento criaram a Declaração de Washington que pede aos governos nove ações básicas contra a pandemia. A ação número 7 destaca a necessidade de identificar, diagnosticar e tratar a tuberculose. Veja abaixo as ações presentes no documento e assine!


1 – Aumentar os novos investimentos
2 – Garantir as ações de prevenção, tratamento e cuidados baseadas em evidências
3 – Acabar com o estigma, a discriminação e as sanções legais de abuso aos direitos humanos
4 – Aumentar os serviços de aconselhamento e testagem voluntária para o HIV, criando relação deles com os serviços de prevenção, cuidado e tratamento
5 – Prover tratamento para todas as mulheres grávidas e para as que estão amamentando
6 – Expandir o acesso ao tratamento antirretroviral para todos que precisam
7 – Identificar, diagnosticar e tratar a tuberculose
8 – Acelerar as pesquisas
9 – Evolver e mobilizar as comunidade afetadas na resposta contra a doença




Com informações da Agência Aids


Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS tem inscrições prorrogadas até 1º de agosto


Foram prorrogadas, até às 18h de 1º de agosto, as inscrições para a primeira fase do 7° Concurso do XI Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS).  Promovido pelo Ministério da Saúde, o concurso tem como objetivo incentivar a produção de trabalhos técnico-científicos na área de ciência e tecnologia de interesse do SUS. Confira  o edital.

O prêmio é dividido em quatro categorias: Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Trabalho Científico Publicado e Monografia de Especialização ou Residência. 

O trabalho vencedor de cada categoria receberá como premiação os seguintes valores líquidos:

Tese de doutorado R$ 20.000,00
Dissertação de mestrado R$ 15.000,00
Trabalho científico publicado R$ 15.000,00
Monografia de especialização/residência R$ 10.000,00


Bairro de Recife recebe ação para detectar sinais e sintomas de hanseníase e tuberculose

Do Diário de Pernambuco

A Secretaria de Saúde do Recife realiza hoje uma busca ativa para identificar pessoas que apresentem sinais e sintomas da hanseníase e tuberculose no Alto da Josélia, no bairro de Nova Descoberta. A ação integrada das coordenações municipais de controle da hanseníase e da tuberculose com o Distrito Sanitário III pretende abordar os moradores em suas casas, falando dos sinais e sintomas das doenças, formas de contaminação, importância do diagnóstico precoce, tratamento e cura. 

Os casos suspeitos serão encaminhados para exames de confirmação diagnóstica no serviço de saúde mais próximo da população, que é a Unidade de Saúde da Família (USF) Bruno Maia. Durante a ação, agentes de saúde comunitários, de saúde ambiental e controle de endemias (Asaces) e técnicos das duas áreas de interesse se revezarão no trabalho porta em porta. 

Até sexta-feira, 3, além da busca ativa, os profissionais entregarão panfletos explicativos, fichas de autoimagem (nos casos de hanseníase), e potes para coletar material para os suspeitos de tuberculose (escarro). Pela manhã serão realizadas palestras educativas na Associação dos Moradores.

Ainda na sexta-feira serão realizados os exames na sede Associação dos Moradores do Córrego da Josélia. Das 8h às 15h, um médico dermatologista e enfermeiros estarão realizando exames de pele e recebendo também os testes de escarro dos casos suspeitos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nota de Falecimento


É com imensa tristeza e pesar que comunicamos o trágico falecimento da nossa colega e colaboradora, Márcia Calixto, enfermeira da área da vigilância epidemiológica de Tuberculose da Secretaria da Saúde do município de Porto Alegre, e de seu filho Mateus, de 6 anos.

Márcia sempre demonstrou seu comprometimento e dedicação na luta pelo controle da tuberculose, não só em Porto Alegre, mas também nacionalmente, tendo sido nos últimos anos colaboradora incansável do Programa Nacional como técnica da rede de assessores em monitoramento e avaliação das ações de controle da TB em vários estados e municípios.

Nossa solidariedade aos familiares, amigos e todos aqueles que de alguma forma conviveram com Márcia. 


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Relação entre pobreza e doenças infecciosas: envie seu artigo

Por ENSP/FIOCRUZ

Uma nova revista de acesso aberto será lançada em breve. A Infectious Diseases of Poverty tem como missão discutir a questão 'uma saúde, um mundo', seguindo a abordagem recomendada pelo Relatório Global de Pesquisas de Doenças Infecciosas da Pobreza. Para tanto, está recebendo artigos que trabalham essa temática. O corpo editorial da publicação conta com as pesquisadoras Célia Almeida (ENSP) e Tânia de Araujo-Jorge (IOC).

Segundo os editores, são aceitos trabalhos que abordam o controle de doenças infecciosas que afetam principalmente as populações pobres, incluindo vários aspectos da biologia de patógenos e vetores, diagnóstico e detecção, tratamento e gestão de casos, epidemiologia e modelagem, entre outros.

Interessados podem enviar seus trabalhos seguindo as orientações aqui descritas. Infectious Diseases of Poverty é uma das revistas integrantes da BioMed Central. Saiba mais em www.idpjournal.com ou pelo e-mail editorial@idpjournal.com.



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mestrado em Saúde Pública da UEPB promove conferência sobre desigualdades sociais e tuberculose nesta quinta-feira

Da UEPB

O Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Estadual da Paraíba realiza, na  próxima quinta-feira (26), às 9h30, no auditório de Psicologia, em Bodocongó, a conferência “As desigualdades sociais e a tuberculose”, a ser ministrada pela pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Maria Rita Bertolozzi. A iniciativa é voltada a professores e alunos do Mestrado em Saúde Pública da UEPB e profissionais da saúde em geral.

A vinda da professora Maria Rita Bertolozzi à UEPB é fruto de um convite realizado pela docente do Mestrado em Saúde Pública da Instituição, Tânia Maria de Figueiredo, que atualmente cursa pós-doutorado na USP, onde desenvolve suas pesquisas em tuberculose com a pesquisadora Rita Bertolozzi e, na Paraíba, junto ao Núcleo de Estudos em Pesquisas Epidemiológicas-NEPE/UEPB.

Bertolozzi é doutora em Saúde Pública pela USP, onde trabalha como docente no Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Estudos Epidemiológicos em Tuberculose, atuando principalmente nos temas adesão ao tratamento, perfis epidemiológicos, tuberculose, enfermagem, perfil epidemiológico e saúde da criança. Tem se dedicado, ainda, a estudos sobre Políticas de Saúde e Saúde Internacional.

O tema a ser abordado pela pesquisadora, a tuberculose, trata-se de uma doença infecto-contagiosa que existe desde os primórdios da humanidade, curável e evitável, mas ainda se caracteriza como grave problema de saúde pública. Ao todo, mais de 100 milhões de pessoas são infectadas pela doença por ano, 25 mil a cada dia. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países com a mais alta carga de tuberculose notificada no mundo. Estudos demonstram que a tuberculose está intimamente relacionada às desigualdades sociais.

Com pesquisas nessa área, a professora Rita Bertolozzi esclarece que "a adesão ao tratamento da tuberculose depende de uma série de intermediações que envolvem o indivíduo na sociedade, a organização dos processos de trabalho em saúde e a acessibilidade em sentido amplo, que diz respeito aos processos relacionados ao desenvolvimento da vida com dignidade". 


Tuberculose persiste em áreas de baixa renda e alta densidade populacional em Olinda

Por Renata do Amaral, UFPE

A taxa de incidência da tuberculose em Olinda é quase duas vezes maior que a nacional. O município conta com uma média de 300 novos casos da doença por ano. A professora Rita Maria Zorzenon dos Santos, do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco, em colaboração com outros pesquisadores, recorreu à Física Estatística para tentar entender as causas da prevalência elevada da doença na cidade.

A conclusão do estudo indica que os focos de contaminação estão, conforme previsões anteriores, em setores de baixa renda e baixa instrução, mas distinguem-se de outros setores censitários com características idênticas pelo elevado número de mulheres chefes de família sem instrução e com renda menor que um salário mínimo. O estudo também demonstra uma relação estreita entre persistência da doença na comunidade e alta densidade domiciliar.

Mas o que Física e tuberculose têm em comum? Segundo Rita Zorzenon, as abordagens da Física Estatística buscam conectar comportamentos microscópicos com observações macroscópicas, descrevendo comportamentos coletivos e propriedades emergentes nos sistemas. O trabalho mostra que esse tipo de abordagem pode ser aplicado não só em sistemas físicos, mas também para descrever a disseminação de uma doença numa comunidade.

A pesquisa “Vigilância da tuberculose: uma abordagem interdisciplinar na análise do processo endêmico em Olinda” foi realizada em parceria com os pesquisadores Wayner de Sousa e Fátima Militão de Albuquerque, do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (CPqAM-Fiocruz); Célio Lopes Silva, Antônio Ruffino Netto e Carlos Zárate-Bladés, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto; e Silvina Ponce-Dawson e Ana Amador, do Departamento de Física da Universidade de Buenos Aires. Além de multi-institucional, o trabalho tem caráter multidisciplinar, envolvendo físicos, médicos, bioquímicos e estatísticos. O objetivo da equipe foi analisar dados que complementassem as estatísticas usuais e apresentar os resultados de maneira simples, para sensibilizar as autoridades públicas.

A tuberculose ainda é uma pandemia que atinge 30% da população mundial e mata três milhões de pessoas todo ano. No Brasil, há entre 35 e 45 milhões de pessoas infectadas (quase 25% da população), com 100 mil novos casos e cinco a seis mil óbitos por ano (dados referentes a 1981 a 2000). De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, trata-se de uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges.

CENSO – Segundo a professora, a experiência mostra que, para entender os processos epidemiológicos ou endêmicos, é preciso traçar o caminho da doença. Para encontrar esses percursos, a pesquisa recorreu ao georreferenciamento dos novos casos anuais de tuberculose em Olinda em relação aos setores censitários da cidade, definidos a cada censo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essas unidades correspondem a regiões demarcadas que contêm 1.200 habitantes ou 300 domicílios.

No censo de 2000, Olinda foi dividida em 299 setores pelo IBGE. O estudo analisa a correlação no espaço e no tempo dos novos casos de tuberculose entre 1996 e 2000, com base nas notificações mensais. Os resultados mostram que 82% dos setores que compõem os focos têm mais de um caso por família, casos de retratamento ou ambos; 90% estão localizados em setores de baixa renda ou baixa instrução; e 90% têm em média dez casos da doença durante os cinco anos consecutivos.

O estudo mostra também que existe uma rede de setores censitários responsáveis pela manutenção dos focos, que coincide com as regiões de alta densidade domiciliar. Os resultados corroboram as hipóteses baseadas em observações de que a contaminação acontece via interações com a vizinhança, ou seja, com pessoas que têm contatos mais íntimos e prolongados com pacientes infectados.

O trabalho confirma que o controle da tuberculose precisa ser territorial e não apenas de indivíduos infectados ou em risco. A pesquisa, de baixo custo e fácil compreensão para quem administra a saúde pública, deixa claro onde estão os setores censitários que atuam como focos e como funciona o processo dinâmico de disseminação. Com os dados em mãos, fica mais fácil estabelecer estratégias de ação, com melhor investimento dos recursos financeiros e humanos.

O grupo espera que as autoridades competentes tomem conhecimento do potencial da metodologia para o controle da tuberculose.Essa metodologia pode ser aplicada a outras doenças e/ou processos sociais, como, por exemplo, no estudo do aumento da violência nas cidades.

DIVULGAÇÃO – O resultado do estudo foi publicado na revista PLoS ONE, com o título “A dynamic analysis of tuberculosis dissemination to improve control and surveillance”. O artigo mostra que o entendimento das interações dinâmicas entre fatores biológicos, ambientais, sociais e econômicos que favorecem a disseminação de certas doenças é útil para planejar estratégias de controle mais efetivas. 

Para a professora Rita Maria Zorzenon dos Santos, esse tipo de informação pode contribuir para melhoria de alocação de verbas, distribuição de medicamentos, recrutamento de recursos humanos e planejamento de programas de vacinação. Além de sua utilidade no caso da tuberculose, que mata uma pessoa a cada 15 segundos no mundo, a metodologia pode ser aplicada para o estudo de outras doenças ou outros processos sociais, sempre levando em conta as especificidades do processo e da distribuição da população.

Para mais informações:

Departamento de Física da UFPE
http://www.df.ufpe.br/
Professora Rita Maria Zorzenon dos Santos
rita.zorzenon@gmail.com
zorzenon@df.ufpe.br

O III Encontro sobre Pesquisa em Tuberculose na Bahia começa amanhã

De 26 a 28 de junho será realizado o III Encontro sobre Pesquisa em Tuberculose na Bahia (EPTBa), na cidade de Salvador. O objetivo é fomentar e divulgar a pesquisa científica realizada por diversos pesquisadores internacionais e Instituições Federais, Estaduais, Municipais, ONGs e Fundações particulares da Bahia.

O evento reunirá especialistas e profissionais que estudam e pesquisam sobre tuberculose no Brasil e no mundo. Na programação, estão previstas diversas atividades, como palestras, cursos e apresentação de painéis.

O evento é uma realização do Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT) da Fundação José Silveira, em parceria com o Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz – CPqGM FIOCRUZ; da Pós-Graduação em Imunologia – PPGIm/UFBA; do Hospital Especializado Octávio Mangabeira – HEOM/SESAB;da  Secretaria Municipal de Saúde – SMS; do Fundo Global; e da Rede TB.

Clique aqui para programação

Serviço
III Encontro sobre Pesquisa em Tuberculose na Bahia (EPTBa)
Data: 26 a 28  de julho
Local: Bahia Othon Palace Hotel (Salvador-BA)

Para mais informações:
E-mail: centrodepesquisa@fjs.org.br
Telefone: (71) 3504-5344


Versão em inglês do Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões é lançado na web

Ambientes superpopulosos, mal ventilados e com iluminação solar limitada – característicos das prisões, cadeias públicas e delegacias de polícia – são particularmente favoráveis à disseminação de doenças respiratórias, especialmente a tuberculose. No Brasil, por exemplo, são cerca de 500 mil pessoas privadas de liberdade (PPL) vivendo em más condições de encarceramento.

Com o objetivo de ampliar ações de controle da tuberculose nas unidades prisionais, foi lançado, no inicio deste ano, o Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões, que propõe, a partir de exemplos reais do Brasil, intervenções simples e de baixo custo para a melhoria das condições de ventilação e iluminação das prisões, sem comprometer os imperativos de segurança. 

Elaborado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ), em parceria com o Projeto Fundo Global, Ministério da Saúde, Ministério da Justiça/DEPEN, o manual ganhou uma versão em inglês para partilhar esta experiência brasileira com outros países, especialmente aqueles em desenvolvimento e emergentes, buscando a integração da melhoria das condições ambientais nas estratégias de controle da tuberculose nas prisões.  

Assim, o manual fornece as bases técnicas para que os diferentes atores responsáveis, tanto pela fiscalização quanto pela execução da pena, contribuam para a redução da transmissão intra-institucional da TB. As medidas propostas neste manual foram integradas nas Diretrizes básicas para arquitetura penal, recentemente editada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça.  

Para download do manual em inglês clique aqui
Para download do formulário para avaliação das condições ambientais aqui
Para manual em português clique aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2012


 Oficina para moradores de rua é realizada no Ceará

Aspectos gerais da tuberculose, mobilização social e coinfecção TB/HIV foram os principais temas abordados no evento.


Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS do Núcleo do Ceará (RNP+/CE) em parceria com a Associação dos Portadores de Tuberculose de Fortaleza (ASSPT) e o Centro de População de Rua de Fortaleza (Centro POP)realizou nesta terça-feira, 24, oficina sobre tuberculose para moradores de rua atendidos no Centro Pop de Fortaleza. 

Aspectos gerais da doença, a importância do movimento social e questões sobre co-infecção TB/HIV foram os principais temas abordados durante a oficina que reuniu 60 participantes.

Na abertura, café da manhã e momento de boas-vindas animado, promovido pelo representante da RNP+/CE, Otávio de Vasconcelos, que mostrou vídeos, declamou poesias e tocou músicas ao vivo para animar os participantes. 

Segundo Otávio, essas ações foram articuladas pela RNP+/CE e pelo Comitê Metropolitano da Tuberculose com o objetivo de levar a informação sobre a doença às pessoas vivendo em situação de rua na cidade de Fortaleza. Além disso, contaram com o apoio de alguns enfermeiros da região que realizaram busca ativa de sintomáticos respiratórios entre os participantes. 

Após a abertura, a enfermeira presidente da Associação dos Portadores de Tuberculose do Município de Fortaleza, Argina Gondin, elencou os objetivos da oficina e explicou que durante a palestra aqueles que estivessem com os sintomas por ela explanados poderiam realizar exames de escarro.

Em seguida, o ponto focal da RNP+/CE, Toninho Alves relatou sua experiência como ativista e militante na luta contra a tuberculose no Ceará e aproveitou também para falar um pouco sobre coinfecção TB/HIV, destacando a importância das pessoas com HIV/aids realizarem o exame para saber se estão com tuberculose, visto que esta é a doença infecciosa que mais mata pessoas com HIV/aids no país.

Ao final do evento, foi realizada uma roda de conversa e consulta individual, sendo realizado exame de escarro quando necessário. 


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Concurso premiará fotografias que fazem reflexão sobre saúde

Por MUHM

Estão abertas as inscrições para o 2º Prêmio MUHM de Fotografia: As Faces da Saúde. Promovido pelo Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul, o concurso premiará fotógrafos, profissionais e amadores, que fizeram registros de prédios de hospitais, centros e postos de saúde, do atendimento médico em si e de pacientes em todos os estados do Brasil.

Os trabalhos serão julgados por integrantes do MUHM, de seu mantenedor, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, e pelos fotógrafos Luiz Eduardo Achutti, Rogério Amaral Ribeiro e um fotógrafo profissional indicado pela Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS). O processo também terá uma fase de votação popular por meio da página no museu na rede social Facebook no endereço www.facebook.com/museudehistoriadamedicina

Os valores da premiação em dinheiro, por categoria e colocação, totalizam R$ 10.800,00 e estão discriminados no endereço www.muhm.org.br, assim como a ficha de inscrição, regulamento, termo de cessão de uso de imagens e demais informações. Os premiados também ganham o direito a participar da segunda edição da exposição As Faces da Saúde.


Mais informações acesse MUHM


sexta-feira, 20 de julho de 2012

RJ realiza capacitação em busca do abandono ZERO no tratamento da tuberculose

No dia 27 de julho, será realizada, no Rio de Janeiro, a oficina “Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO” que tem como objetivo capacitar representantes das organizações da sociedade civil, ativistas e lideranças comunitárias na busca ativa de sintomáticos respiratórios e/ou casos de pacientes faltosos, bem como o acompanhamento do paciente com tuberculose em tratamento supervisionado.

Durante a oficina serão abordados temas relacionados à direitos sociais e acesso aos serviços, tratamento diretamente observado (TDO) e o esquema 4 em 1, biossegurança, coinfecção TB/HIV e tuberculose em pacientes com diabetes, doenças hepáticas e/ou usuário de álcool e outras drogas. Tudo sob uma ótica comunitária.

A partir desta capacitação busca-se fortalecer as redes de apoio social aos pacientes, incentivando a participação e o controle social na construção de ações educativas e preventivas. O evento é uma realização do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Estados de Saúde do Rio de Janeiro PCT/SES/RJ em parceria com o Fórum ONGs Tuberculose RJ. 

PROGRAMAÇÃO

08:30 h - Recepção - Café da manhã

09:00 h -Abertura:
Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental SES/RJ
Miguel Aiub,  diretor CRPHF
Carlos Basilia  representante Fórum ONGs TB/ObservatórioTB)
Ana Alice Bevilaqua, gerente de Pneumologia Sanitária PCT/SES/RJ

09:30 h -Tuberculose: acesso da população. Como? Onde? E por que?
Luciane Blanco e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

10:05 h - Esquema Básico (4 em 1) e o Tratamento Diretamente Observado (TDO)
Maria José Fernandes (SMS/PCT/Itaboraí)

10:45 h -A coinfeção TB/ HIV – Um olhar comunitário
Juan Carlos Raxach (ABIA)

11:25 h -A Tuberculose em pacientes com tabagismo, diabetes, doenças hepáticas- Usuário de álcool e drogas
Adriana Sindra (PCT/SES/RJ)

12:10 h - Almoço

13:30 h -Biossegurança da Tuberculose – Em casa e no Trabalho
Marneili Martins (PCT/SES/RJ)

14:00 h - Direitos sociais
Amanda Pinheiro (PCT/SES/RJ)

14:30 h - O papel do Cuidador
Cristina Castelo Branco (FG), Marneili Martins (PCT/SES/RJ e Maíra Guazzi (SMSDC-RJ)

16:30 h - Encerramento – Lanche


Serviço
Formação de Cuidadores rumo ao abandono ZERO
Dia: 27 de julho de 2012
Local: Hotel Regina – Rio de Janeiro- RJ
Horário: 8h30 às 16h30

Para mais informações:
tuberculose@saude.rj.gov.br
forumongstbrj@yahoo.com.br



Stop TB Partnership realiza talk show sobre TB/HIV


Neste domingo, 22, um grupo de mulheres e jovens se reúnem em Washington para compartilhar suas experiências no enfrentamento da tuberculose (TB) e HIV. O talk show será transmitido ao vivo, a partir do meio-dia, horário de Brasília, e tem como objetivo dar voz às comunidades afetadas e inspirar a ação contra as duas doenças.

O programa será apresentado pelo apresentador de televisão sul africano, Gerry Elsdon e o ex-repórter da CNN, Meserve Jeanne. No grupo que compartilhará experiências estão: Kami, uma criança com HIV; Alice Birungi, uma jovem mulher de Uganda que se juntou a outras quatro mulheres para iniciar uma organização que ajuda os jovens coinfectados (TB/HIV) e um jovem sul africano de 13 anos que, após ser curado de Tuberculose,  fala em nome das comunidades afetadas pela doença e seu estigma.

Também participam do programa, representantes dos mais diversos organismos na luta contra a tuberculose e HIV/aids:  o diretor adjunto da UNAIDS, Jan Beagle, a secretária executiva da Parceria Stop TB, Lucica Ditiu, o diretor executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) Jacob Kumaresan; o enviado especial do SG da ONU para a luta contra a tuberculose, Jorge Sampaio - que participará por vídeo, entre outros.

O programa é uma co-produção da Stop TB Partnership, Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) com colaboração da Aliança HIV / AIDS, Saúde Global e Diplomacia, POZ, PSI, RESULTADOS, Washington UNIC, Fundação das Nações Unidas e Televisão da ONU.

Serviço
Dia:  22 de Julho
Horário: 12:00 BRT
Vídeo ao vivo: http://www.stoptb.org/talkshow/

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Comitê Metropolitano do Maranhão circulando a informação


Com o objetivo de divulgar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento para o controle da tuberculose, o Comitê Metropolitano do Maranhão lançou um boletim informativo. A 1ª edição traz panorama geral da Tuberculose no estado, os desafios e avanços, as diversas ações realizadas pelo comitê como exposições, seminários e oficinas, voltadas para a comunicação, a mobilização da comunidade, o controle da tuberculose no sistema prisional, entre outros.

O boletim está sendo divulgado por meio eletrônico e uma versão impressa circulará em todas as instâncias  e parceiros estaduais e municipais. A distribuição também acontecerá nos eventos realizados no município como o Programa Cidadania para todos, Saúde nas Feiras, igrejas, escolas, universidades e em todos os eventos de mobilização social.

Segundo Cláudia Ribeiro, a ideia surgiu nas reuniões mensais do comitê, lembrando que a política da secretaria de saúde prevê a construção de boletins informativos. Ela destacou que o trabalho foi desenvolvido por todos os membros do comitê que também participaram da oficina de comunicação realizada pelo projeto Fundo Global Tuberculose-Brasil, no final do mês de abril. 

Para as próximas edições, estão previstas unidades especiais com foco no sistema prisional e na rede de assistência à pessoa com tuberculose.

Nada mais justo que parabenizar esta bela iniciativa NESTE BLOG, que foi desenvolvido pelos Comitês Metropolitanos e também é fruto da Oficina de Comunicação realizada pelo projeto Fundo Global. 

Clique aqui para ler o boletim.

Falta de Informação ainda é o maior desafio!

Uma pesquisa quantitativa de opinião pública realizada, em 2010, pelo Núcleo de Pesquisas da Universidade Federal Fluminense (DataUFF) demonstrou que 51% da população afirmava ter conhecimento sobre os diferentes aspectos da tuberculose. Apesar disso e de ser uma doença antiga, considerada emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1993, a falta de informação é ainda um dos principais desafios enfrentados para o seu controle. Hoje, o Brasil consta na lista dos vinte países que juntos são responsáveis por mais de 80% dos casos de tuberculose no mundo. 

O estudo inédito foi encomendado e coordenado pelo Projeto Fundo Global TB – Brasil (FGTB), administrado pela Fiotec/Fiocruz, para contribuir com o avanço das políticas públicas de saúde voltadas para o controle da tuberculose.

A coleta de dados foi realizada entre os dias 18 de janeiro e 11 de fevereiro de 2010, com 3.369 brasileiros maiores de 16 anos residentes em 53 municípios brasileiros, de pequeno, médio e grande porte, incluindo as 26 capitais e o Distrito Federal. O trabalho envolveu cerca de 150 profissionais coordenados pelo DataUFF em todo o território nacional.



Emenda à LDO é aprovada


A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada nesta terça-feira (17), representa a definição das regras gerais para a elaboração do Orçamento da União para 2013. Consequentemente, a emenda ao artigo 51, que desvincula a obrigatoriedade de detenção do Certificado de Entidades Beneficente de Assistência Social (CEBAS) para o repasse de recursos às entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de prevenção e promoção da saúde, também foi aprovada.

As organizações não governamentais (ONGs) cumprem papel importante na execução das políticas públicas, integrando as redes de atenção à saúde em suas regiões, além de desenvolverem ações voltadas para as populações vulneráveis e possuírem amplo reconhecimento de suas comunidades. 

Com a mudança de status da economia brasileira, que segundo o Banco Mundial é considerado como país de renda média/alta, as ONGs brasileiras tornaram-se inelegíveis para solicitação de recursos dos órgãos de cooperação internacionais. Além disso, por uma falha no projeto de lei enviado ao congresso, o artigo 51 condicionava a liberação dos recursos à posse do CEBAS, dificultando o acesso das ONGs aos recursos públicos. 

A partir deste panorama, deputado e presidente da Frente Parlamentar pela Luta Contra a Tuberculose, Antônio Brito (PTB/BA), propôs a emenda ao artigo 51, que além de desvincular a obrigatoriedade de detenção do CEBAS para a liberação de recursos, ampliou o universo dos agravos contemplados pela lei incluindo tuberculose, malária, hanseníase e dengue, ao HIV/aids e às hepatites virais que já estavam previstas no texto anterior.

Com a aprovação do novo texto, a certificação de que  trata o artigo 51 poderá ser:

"I - substituída pelo pedido de renovação da certificação devidamente protocolizado e ainda pendente de análise junto ao órgão competente, nos termos da legislação vigente; ou
II - dispensada, desde que a entidade seja selecionada em processo público de ampla divulgação promovido pelo órgão ou entidade concedente para a execução de ações, programas ou serviços em parceria com a administração pública federal, nas seguintes áreas: 
a) atenção à saúde aos povos indígenas;
b) atenção às pessoas com transtornos decorrentes do uso ou dependência de substãncias psicoativas;
c) combate à pobreza extrema;
d)atendimento às pessoas com deficiência; e
e) prevenção, promoção e atenção às pessoas com HIV/aids, hepatites virais, tuberculose, hanseníase, malária e dengue".

Importante lembrar que as despesas com saúde deverão atender também aos requisitos da Lei Complementar 141/2012.

Frente Parlamentar pela Luta Contra a Tuberculose

A constituição da Frente Parlamentar era uma reivindicação antiga de ativistas e gestores da saúde pública e se materializou a partir da iniciativa do Deputado Antônio Brito, membro da Comissão de Seguridade Social e Família, com o objetivo de acompanhar a política nacional de controle da tuberculose, buscando, de forma contínua, aperfeiçoar a legislação relacionada à saúde, assistência social e outras políticas vinculadas, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.

Entre os trabalhos a serem desenvolvidos, destacam-se o acompanhamento da elaboração e execução orçamentária para ampliar os investimentos nos programas governamentais, bem como buscar novas formas de financiamento das atividades das Organizações não Governamentais, por meio de emendas, subsídios sociais e projetos de lei.

A aprovação da emenda ao artigo 51 consolida a primeira ação da Frente Parlamentar pela Luta contra a Tuberculose.

Para ler toda a redação final, acesse aqui.
Para ir direto para o artigo 51 acesse aqui e vá para a página 31.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

No Piauí, idosos participam de capacitação sobre hanseníase e tuberculose

Do acessepiaui

Promover ações educativas de reflexão para fortalecer a prevenção e o controle dos agravos de Hanseníase e Tuberculose. Este é o intuito da capacitação realizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina, com os idosos do Centro de Convivência da Terceira Idade (CCTI). O curso teve início nesta segunda-feira (16), e segue até o dia 3 de agosto, das 14h às 18h, no Centro de Convivência.

Divididos em 15 grupos diferentes, os 1.200 idosos que participarão da formação serão orientados sobre os métodos de prevenção e controle destas doenças, para que dessa forma, tornem-se multiplicadores no processo do combate às enfermidades.

De acordo com o enfermeiro da Gerência de Epidemiologia da FMS, Francisco Formiga, ações como essa representam um grande avanço no controle do agravo. “Esses idosos que serão capacitados poderão levar essas informações para outras pessoas, tirando dúvidas e colaborando para acabar com o preconceito contra os pacientes”, explica.

O enfermeiro ainda esclarece que tanto a Tuberculose quanto a Hanseníase são agravos que podem ser tratados e são doenças curáveis. A Tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões e o seu tratamento dura, em média seis meses. 

Já a Hanseníase, é uma doença infecciosa, crônica que tem como sintomas manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade.

“Para diagnosticar a hanseníase, o procedimento é simples, basta a análise clínica e somente em alguns casos, é necessário uma análise laboratorial. O tratamento  dura em média de seis a 12 meses e, quando feito de maneira ininterrupta, leva à cura do paciente” , destaca Francisco Formiga.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sesap e Lacen capacitam técnicos e bioquímicos para agilizar diagnóstico de tuberculose no RN

Por O mossoroense

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte Dr. Almino Fernandes (Lacen) e a II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap) realizam dia 19 de julho, das 8h às 17h, no auditório da unidade em Mossoró, "Capacitação para Organização da Rede de Laboratório no Diagnóstico em Tuberculose" para técnicos, bioquímicos, enfermeiros e coordenadores regional e municipal do Programa de Controle da Tuberculose. O evento reunirá 110 pessoas.

Estarão presentes ao evento a diretora técnica do Lacen-RN, Gorete Lins, a diretora do Laboratório Regional de Mossoró (Larem), Taciana Duarte, a responsável pela rede de laboratórios para controle da tuberculose do RN, Zélia Guedes, a coordenadora da equipe técnica da II Ursap, Xênia Pinto Lima, e a coordenadora regional do Programa de Controle da Tuberculose da II Ursap, Cícera Dantas.

Segundo a responsável pela Rede de Laboratórios para Controle da Tuberculose no RN, Zélia Guedes, serão discutidos no evento a implantação da baciloscopia no cenário nacional, o protocolo da descentralização da baciloscopia no RN, a importância do controle de qualidade das lâminas de tuberculose e condições mínimas do laboratório.

O Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) tem como missão realizar análises laboratoriais com qualidade e precisão para garantir o diagnóstico de agravos e a avaliação de produtos e recursos ambientais que impactam na saúde pública, produzindo informações de interesse dos órgãos de Vigilâncias em Saúde e Meio Ambiente. 

Notificados
"De janeiro a 16 de julho foram notificados 123 casos de tuberculose nos 26 municípios da II Ursap, sendo 78 casos no município de Mossoró", informa a coordenadora regional do Programa de Controle da Tuberculose da II Ursap, Cícera Dantas.

SES da Paraíba oferece curso para aumentar capacidade de diagnóstico da tuberculose

Por Secom/PB

Dados acumulados de 2010 e 2011 mostram que na Paraíba há 2.868 doentes de tuberculose. Entretanto, esse número pode ser maior, haja vista a deficiência do diagnóstico pela baciloscopia, exame atualmente disponibilizado pelo SUS, e feito a partir da análise de amostras de secreção.

Com a preocupação de fortalecer os conhecimento para o correto diagnóstico da tuberculose, o Laboratório Central (Lacen) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) está oferecendo uma oficina de avaliação em diagnóstico da turberculose para a rede de laboratórios. A capacitação ocorre nestas terça-feira e quarta-feira (17 e 18) no auditório da 6ª Gerência Regional de Saúde, em Patos.

Foram convidados para a capacitação coordenadores de vigilância epidemiológica, apoiadores de tuberculose, integrantes da atenção básica, técnicos de laboratórios, gerentes e apoiadores dos 24 municípios que compõem a 6ª GRS. A oficina será ministrada por Lúcia Cristina e Marta Brasileiro, ambas do setor de bacteriologia e da tuberculose do Lacen.

Os participantes irão trabalhar na identificação do sintomático respiratório (pessoa que apresenta tosse por mais de três semanas); realizar o diagnóstico precoce por baciloscopia e iniciar o tratamento imediato. Na programação consta a identificação da situação epidemiológica da tuberculose na Paraíba, como também dos municípios representados no evento que faz parte do plano de educação permanente do Governo do Estado. Por fim será feito o cálculo das metas programadas para 2012.

Os números identificados serão importantes para confrontar com as previsões do Ministério da Saúde e orientar as campanhas preventivas e de busca ativa por pacientes. Na região de Patos existem 28 pessoas recebendo tratamento da tuberculose, 20 delas nesta cidade.

Na quinta-feira (19), à tarde, haverá uma visita técnica de monitoramento ao laboratório do Centro de Saúde Frei Damião, de Patos, e na manhã de sexta-feira (20) visita ao laboratório municipal de Santa Luzia.

Municípios que participarão da capacitação: Patos, Cacimbas, Cacimba de Areia, Catingueira, Desterro, Emas, Junco do Seridó, Mãe D´água, Malta, Matureia, Passagem, Quixaba, Patos, Santa Luzia, Condado, Salgadinho, Santa Terezinha, São José de espinharas, São José do Sabugi, São Mamede, São José do Bonfim, Teixeira, Várzea e Vista Serrana.

Sintomas da tuberculose – Tosse com secreção, febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares. Dificuldade na respiração, eliminação de sangue (hemoptise) e acúmulo de pus na pleura pulmonar são característicos em casos mais graves.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fundação André Maggi lança Edital para financiamento de pequenos projetos


A Fundação André Maggi lançou edital para seleção pública de projetos sociais a serem desenvolvidos em 2013, em parceria com instituições nas cidades de atuação do Grupo André Maggi, hoje presente nos Estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará, São Paulo, Amazonas, Paraná e Rio Grande do Sul. 

Com o objetivo de fomentar ações voltadas à saúde, a Fundação André Maggi irá priorizar neste edital os projetos voltados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio nº 4, 5 e 6 que correspondem, respectivamente, à redução da mortalidade infantil; melhoraria da saúde materna; e combate à HIV/AIDS, malária e outras doenças. 

Podem participar da seleção organizações da sociedade civil sem fins lucrativos e organizações governamentais. 

As inscrições devem ser realizadas até 24 de agosto pelo site: http://www.grupoandremaggi.com.br/

Para este Edital foram destinados R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais). Cada instituição pode enviar até dois projetos e cada projeto inscrito pode solicitar o recurso de até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

Além do recurso financeiro, os projetos selecionados são acompanhados de perto pela equipe técnica da Fundação André Maggi, que promove desde visitas técnicas e capacitações para melhorar a gestão dos projetos, até a avaliação de indicadores de impacto.

Os inscritos serão analisados pela equipe técnica da Fundação André Maggi e colaboradores do Grupo, além dos Conselhos Curador e Fiscal da Fundação André Maggi, responsáveis pela aprovação. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Assim me comentaram" é um vídeo do Grupo Quatro que fala sobre tuberculose





Este vídeo sobre tuberculose foi produzido pela 1ª turma do CES (Turma Hortênsia Hurpia de Hollanda) e faz parte de uma série de vídeos que abordam as principais informações sobre as doenças que mais atingem a população brasileira. 

O conjunto da obra ficou entre as dez primeiras posições do Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, instituído em 2011. A cerimônia de premiação acontecerá durante o V Encontro Nacional de Educação Popular e Saúde que acontecerá no período de 31 de julho a 3 de agosto, no Rio de Janeiro.

Os conteúdos serão compilados em DVD educativo que será produzido pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

ABIA apóia emenda que trata da condicionalidade de detenção do CEBAS para repasse de recursos às ONGs


Em carta aberta aos deputados membros da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO),  a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA) e o Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (GTPI/REBRIP1*) apóiam a aprovação da emenda proposta pelo deputado, e presidente da Frente Parlamentar para Luta contra a Tuberculose, Antônio Brito (PTB/BA), que altera o texto do Artigo 51, Parágrafo único, Inciso II do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013. 

Esse parágrafo se refere à condicionalidade de detenção do Certificado de Entidades Beneficente de Assistência Social (CEBAS/Saúde) para o repasse de recursos às entidades privadas sem fins lucrativos que
atuam na área de prevenção e promoção da saúde. 

No trecho abaixo a ABIA descreve como essa condicionalidade tem afetado o trabalho desenvolvido pelas ONGs:

"Nos últimos anos, importantes organizações dedicadas ao tema do HIV-Aids fecharam suas portas depois de anos de serviço público relevante. A ameaça do fechamento também paira sobre outras organizações históricas que enfrentam crises severas de recursos, em parte devido à dificuldade em acessar recursos públicos, decorrente das restrições estabelecidas na LDO, que colocou no mesmo patamar fundações, organizações sociais e organizações da sociedade civil de interesse público. Essa situação limitou a transferência de recursos para as organizações que não se enquadram nas exigências da LDO, que requer o Certificado de Entidades Beneficentes da Assistência Social (CEBAS)". 

Segundo a ABIA, os legisladores devem tomar o tema da crise das ONGs como prioritário e adotar medidas que garantam a sustentabilidade dessas organizações para atender à crescente demanda pela preservação do controle social e da articulação entre governo e sociedade civil  na resposta às doenças que afligem a população brasileira. Eles entendem que a emenda ao artigo 51 é um importante passo nesse sentido.

Para ler a carta na integra acesse aqui

*O GTPI é composto pelas seguintes organizações:
Associação Brasileira Interdiciplinar de Aids - ABIA
Grupo de Incentivo a Vida - GIV
Grupo Pela Vidda-RJ
Grupo Pela Vidda -SP
Grupo de Apoio à Prevenção à Aids - GAPA/SP
Grupo de Apoio à Prevenção à Aids - GAPA/RS
Grupo de Resistência Asa Branca - GRAB
GESTOS - Soropositividade, Comunicação e Gênero
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor -IDEC
Conectas Direitos Humanos
Federação Nacional  dos Farmacêuticos - FENAFAR
Médicos Sem Fronteiras
Projeto Esperança São Miguel Paulista - PROJESP



MS, Estado e Municípios pactuam ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas

Por Ascom/ Sesau

Para pactuar as ações de monitoramento e avaliação da Tuberculose em Alagoas, técnicos do Ministério da Saúde cumprem agenda de trabalho no Estado. Nesta quarta-feira (11), o coordenador-adjunto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Fábio Moherdaui, participou de reunião com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, para definir estratégias de controle da doença.

Um dado preocupante da Tuberculose em Alagoas é em relação aos indicadores operacionais, que são a falta de adesão ao tratamento e de assistência para a cura. Daí a necessidade de integração da Assistência e Vigilância em Saúde para melhorar os indicadores no Estado.

De acordo com a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória, Sexual, Vigilância do Óbito e Sistemas de Informação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ednalva Araújo, metade dos casos de tuberculose em Alagoas é detectado na Atenção Básica, enquanto que os 50% restantes são diagnosticados nos hospitais e unidades de referência.

“Os números apontam a necessidade de descentralizar as ações de agravos na Atenção Básica para atender melhor os 13 municípios alagoanos que somam 71% de detecção da doença. Os 46% dos casos restantes residem em Maceió”, explicou Ednalva Araújo, complementando que a Estratégia Saúde da Família contribui com a descentralização.

Com a exposição dos dados, o secretário Alexandre Toledo mencionou que é preciso repensar o papel da Atenção Básica. “O retardamento do diagnóstico e o tratamento tardio são preocupantes para o Estado. Por isso, é importante rever a atividade da Atenção Básica em relação à Tuberculose e os profissionais, essenciais nas unidades de referência”, disse.

“Pactuar é a palavra mais adequada para o trabalho de monitoramento e avaliação que estamos fazendo em Alagoas”, disse Fábio Moherdaui, reforçando a necessidade de atuação para com a população prioritária no Estado, que corresponde à população do sistema penitenciário, indígena e portadora de HIV, cuja tuberculose é a doença que mais mata. Por isso, as atividades conjuntas dos programas de Tuberculose e DST/Aids é prioridade do Ministério da Saúde, que tem como prioritárias, em Alagoas, as cidades de Maceió e Arapiraca.

A promotora Micheline Tenório sugeriu a busca-ativa para combater as altas taxas de abandono e a retomada do tratamento, além da vinculação das atividades da Saúde com a Assistência Social. A promotora alertou ainda sobre a ausência de notificação, que dificulta a análise dos casos.

Pactuação - Com o término da agenda de trabalhos em Alagoas durante esta semana, será enviado pelo Ministério da Saúde um relatório com as recomendações pactuadas entre Ministério, Estado e Municípios durante as reuniões, com a assinatura do ministro Alexandre Padilha.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

MS realiza Capacitação em Manejo Clínico e TDO para os Profissionais de Saúde Indígena


Começou, nesta quarta-feira, em Brasília, Capacitação em Manejo Clínico e Tratamento Diretamente Observado (TDO) para os Profissionais de Saúde Indígena. Durante 3 dias, serão capacitados 68 profissionais dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país.

O evento é uma realização do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde indígena sejam capazes de suspeitar e diagnosticar clinicamente a tuberculose, solicitar os exames indicados e conduzir adequadamente o tratamento até a cura.

Participaram da cerimônia de abertura, a representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Cleocy Mendes, o representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) Alfonso Gnecco e o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS), Draurio Barreira.

Segundo Gnecco, a saúde dos povos indígenas é prioridade para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, parabenizou o PNCT pela articulação junto à SESAI para o controle da tuberculose entre povos indígenas. 

Draurio explicou que "gestão exige prioridade". Desta forma, as populações vulneráveis têm sido prioridade para o programa, visto que ao se trabalhar o controle da doença nessas populações, que englobam maior incidência, maior o impacto no controle da tuberculose no país. É o caso das populações indígenas, aqueles que vivem em situação de rua, em situação de pobreza extrema, os privados de liberdade (PPL), e os que vivem com HIV/AIDS. 

Em 2010 a taxa de incidência de tuberculose entre os povos indígenas foi de 95,5 por 100.000 habitantes. Um número três vezes maior se comparado à população geral.

Com o objetivo de fortalecer as ações de controle da tuberculose entre os povos indígenas foram priorizados 67 municípios, em todo o território nacional, que são responsáveis por 80% dos casos novos de tuberculose notificados entre os povos indígenas residentes em áreas rurais.

Draurio destacou a importância desta capacitação, visto que a saúde indígena possui particularidades muito específicas, principalmente no que diz respeito à atenção e ao acesso“O objetivo desse curso é justamente qualificar a atenção básica e ampliar o acesso, melhorando o diagnóstico, o tratamento e a assistência”. Além disso, ressaltou que o programa está disponível para apoiar e articular capacitações como esta junto aos estados e municípios para responder às necessidades em nível local.

Teste rápido

O coordenador do PNCT atualizou os participantes sobre as novas propostas de diagnóstico e novos esquemas terapêuticos que estão sendo estudados, com destaque ao teste rápido para tuberculose (GeneXpert) que se encontra em fase de teste nos estado do Rio de Janeiro e do Amazonas. 

No entanto, ponderou que "a implantação de um novo teste de diagnóstico vem para agregar, e não para substituir os outros testes como a baciloscopia e a cultura. Afinal, é preciso analisar qual método funciona melhor em cada região".


Aberto edital no valor de R$ 3,4 milhões para programas de DST/Aids de ONGs

Da SES/RS

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria Estadual da Saúde (SES), abre nos próximos dias edital na área de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). Com valor total de R$ 3,4 milhões, é voltado para projetos e ações de organizações não-governamentais e da sociedade civil que trabalhem na prevenção ou assistência a pessoas portadores do vírus HIV. 

Além disso, mais R$ 990 mil serão repassados em convênio para o Fórum ONG/Aids e a Rede e Movimentos de Pessoas Vivendo com HIV e Aids, que são instâncias de articulação do movimento social. 

O edital é válido para projetos com duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses. Essa é uma das mudanças trazidas no recurso, que permitirá um maior tempo de desenvolvimento das ações, já que anteriormente a duração era de um ano. Cada projeto pode solicitar até R$ 90 mil para ações de âmbito local (até dois municípios de abrangência) e R$ 120 mil (para três ou mais municípios de abrangência).

Outra novidade é que o processo foi elaborado por um grupo de trabalho que contou com a participação da sociedade civil. Além disso, o processo estabelecido é menos burocrático, privilegiando o mérito técnico dos projetos. Os interessados têm até o dia 27 de julho para apresentarem seus projetos. 

Mais informações podem ser obtidas na Seção de Controle das DST/Aids da SES, pelo telefone (51) 3288-5910 ou pelo e-mail aids@saude.rs.gov.br.

Para o edital clique aqui.


Inscrições para o 8º Encontro Comunitário de Tuberculose no RJ vão até sexta-feira



O Fórum Estadual das ONGs na Luta contra a Tuberculose RJ em parceria com o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/SES/RJ) promoverá, no dia 06 de agosto, o 8º Encontro Comunitário de Tuberculose.

O objetivo do encontro é reforçar as atividades de mobilização e, sobretudo, fomentar o debate sobre os principais entraves ao controle da tuberculose. O evento será realizado em alusão ao Dia Estadual de Conscientização e Mobilização de Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro (6 de agosto) criado pela Lei Estadual nº 5054/2007.

O Encontro Comunitário de Tuberculose também tem como propostas traçar estratégias coletivas de intervenção e articulação política voltadas à promoção da saúde, melhoria do acesso ao diagnóstico e tratamento, redução do abandono, benefícios sociais, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e combate ao estigma e à discriminação dirigidos às populações mais vulneráveis à tuberculose. 

Na ocasião, será realizado seminário que abordará questões sobre o papel do governo e da sociedade civil, retrospectiva da atuação do Fórum TB em seus nove anos de existência, avaliação do atual cenário e das políticas de enfrentamento da tuberculose e suas diferentes interfaces: sustentabilidade das ações comunitárias; advocacy, comunicação e mobilização social; controle social.

A inscrição é gratuita e deve ser realizada até sexta-feira, 13/07 pelo email: tuberculose@saude.rj.gov.br ou por Fax (21) 2333-3848.

Serviço
8º Encontro Comunitário de Tuberculose
Data: 06/08/2012
Horário: 09:00h às 18:00h
Local: Rio de Janeiro, endereço à confirmar.

BAIXE AQUI A FICHA DE INSCRIÇÃO:
https://docs.google.com/file/d/0B7MuyoQQT4XKYURXYzMyQVhLRWM/edit?pli=1

AOS CUIDADOS DE GEÓRGIA ou GILMAR (PCT- RJ)
__________________

Fórum ONGs TB RJ
Secretaria Executiva
CEDUS - CEDAPS - GRUPO ÁGUA VIVA - GPV Niterói
REDE DE COMUNIDADES SAUDÁVEIS

terça-feira, 10 de julho de 2012

Plano garante ações para população em situação de rua

Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde

A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) pactuou o Plano Operativo para implementar ações que assegurem atenção integral à saúde da população em situação de rua. O documento, elaborado em parceria com o Movimento Nacional da População de Rua, servirá de base e ponto de partida para iniciativas e medidas que garantirão o acolhimento adequado dessa população no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as principais diretrizes do documento estão: a inclusão nos Conselhos de Saúde para o fortalecimento do controle social e a capacitação dos profissionais das unidades de saúde, desde a atenção básica até as urgências e emergências. 

Maria Lúcia Santos Pereira, coordenadora do Movimento Nacional da População de Rua, comemorou a pactuação do Plano Operativo na CIT. “É realmente um momento único e histórico”, destacou a coordenadora, que garante que vai acompanhar a implementação do Plano e participar de reuniões e debates sobre o assunto nos conselhos de saúde. “Há dois anos lutamos por isso e agora temos a pactuação na Comissão Tripartite. Com isso, a população em situação de rua passa a ter visibilidade”. Para ela, a partir do Plano, os municípios vão ter que começar a atender as necessidades dessa população. 

Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República revelam que, em 2007, havia cerca de 50 mil moradores de ruas em 12 capitais, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. O estudo foi feito pela contagem dos moradores, por isso não pode ser considerado um censo, o que indica que o número pode ser maior. 

O secretário de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), Odorico Monteiro, afirmou que este é um passo importante para consolidar a posição da República quanto ao acolhimento dessa população, em especial no SUS, além de fortalecer a cidadania. “Essa realidade existe em todos os países do mundo e, no Brasil, o crack tem contribuído para aumentar a população de rua”, salienta o secretário. 

Para Monteiro, cada cidade onde existam moradores de rua deve usar o plano para organizar o atendimento na rede pública. “Devemos vincular esse atendimento aos vários programas existentes”, diz Monteiro, referindo-se a programas como o de DST/Aids, controle de tuberculose e hanseníase, entre diversos outros. 

Já o secretário de Atenção à Saúde (SAS), Helvécio Miranda, ressaltou que “a população em situação de rua exige um olhar diferenciado”. Ele defende também a busca pelo financiamento para implementar ações na Atenção Básica. 

Técnicos participam de avaliação e monitoramento quanto à tuberculose

Por Agência Alagoas

Alagoas teve 1.122 novos casos de tuberculose em 2011, com uma taxa de cura de apenas 64,4%. Tendo em vista a melhoria dessas estatísticas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, nesta segunda-feira (9), a primeira etapa da reunião de monitoramento e avaliação do programa de vigilância da doença. O evento acontece até quinta-feira (12), no Maceió Mar Hotel.

O treinamento tem a participação de uma equipe do Ministério da Saúde (MS) e é voltado para servidores municipais e estaduais, que vão discutir estratégias para o controle da enfermidade. Na ocasião, foi definida a agenda de trabalho para a semana, que vai contar com visitas a diversas unidades hospitalares e à Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap).

Segundo Ana Torrens, técnica do MS, o objetivo é prestar apoio às administrações municipais alagoanas. “Alagoas recebe essa visita a cada dois anos, em média. O que pretendemos é dar suporte às ações desenvolvidas, com apoio técnico e político para que o programa estadual e o dos municípios funcionem bem, inclusive com uma troca de experiências”, afirmou.

Durante o monitoramento e avaliação, será realizada ainda a identificação das áreas críticas em relação à estratégia e às atividades de controle da tuberculose. A primeira visita foi à Unidade de Saúde João Paulo II, no Jacintinho. Já o Hospital Universitário, o II Centro de Saúde e Laboratório Central de Alagoas (Lacen), recebem as equipes nesta terça-feira (10).

A Unidade de Saúde Ib Gatto Falcão, localizada em Rio Largo, o sistema prisional e a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) serão visitados na quarta-feira (11), quando os técnicos do ministério irão ainda ao Agreste para conhecer o Programa de Controle da Tuberculose de Arapiraca. Em todos os locais, serão preenchidas Guias de Avaliação do MS.

Além de capacitar, a oficina também tem como finalidade monitorar e executar as atividades planejadas quanto à doença no Estado, proporcionar educação continuada e incentivar a melhoria técnica e operativa em todos os níveis. Para isso, serão realizadas ainda reuniões com o secretário Estadual de Saúde, Alexandre Toledo, e o Municipal de Saúde de Maceió, Adeílson Loureiro.

A representante da Superintendência de Vigilância à Saúde (Suvisa) da Sesau, Graça Carvalho, ressaltou a importância da atividade. “O programa de Alagoas objetiva reduzir os índices de infecção, os casos e a mortalidade. O programa realiza ações nas cidades, mas, ainda assim, continuamos com altos índices. Esperamos obter resultados para que tenhamos um quadro satisfatório”, disse.

Presente ao evento, a promotora do Ministério Público Estadual (MPE) na área de Saúde, Micheline Tenório, parabenizou a iniciativa. “É um prazer estar com os técnicos que tentam fazer um sistema de saúde mais eficiente e que, na maioria das vezes, consegue isso. Estamos aqui para escutar e aprender e o MPE está disponível para ajudar nos programas de controle”, expôs.

Participaram do evento equipes de Arapiraca, Marechal Deodoro, Delmiro Gouveia, Pilar, Rio Largo, Maceió e Porto de Pedras, além de gestores do II Centro de Saúde, do Lacen, do Hospital Universitário, da Superintendência de Administração Penitenciária e do Hospital Hélvio Auto.

Tuberculose - Atualmente, Alagoas possui 12 municípios prioritários e, de acordo com o coeficiente de incidência, para cada 100 mil pessoas, 36 têm o risco de adoecer pela doença no Estado. Em 2011, apenas a capital foi responsável por 46% dos novos casos e o abandono do tratamento no período foi de 10,1%. Já a taxa de letalidade chegou a 7,93% - o ideal é inferior a 5%.