quarta-feira, 11 de outubro de 2017

PNCT realiza IV Seminário Nacional de Diagnóstico Laboratorial da Tuberculose


 
Nos dias 05 e 06 de outubro foi realizado em Brasília o IV Seminário Nacional de Diagnóstico Laboratorial de Tuberculose. O encontro teve a presença de Diretores de Vigilância Epidemiológica Estadual, Diretores dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública, Coordenadores dos Programas Estaduais de Controle da Tuberculose, Coordenadores da Atenção Básica Estadual, técnicos do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, do Programa Nacional de Controle da Tuberculose e da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública, além do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, referência nacional para o diagnóstico da tuberculose. 




Com o objetivo principal de incentivar o planejamento conjunto de atividades relacionadas ao controle da tuberculose e ressaltando o papel de cada área para maior eficiência nas ações de forma integrada. No evento foram discutidos temas transversais às instituições presentes, a partir do diagnóstico da doença.



Em consonância com a Estratégia da OMS, a coordenadora do Programa Nacional de Tuberculose apresentou o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública, com um olhar especial para o Pilar 1, que concentra as ações voltadas para prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose. Os participantes consideraram que esse foi um momento histórico pela promoção da integração entre as áreas envolvidas nas ações de controle da doença e que os temas apresentados e discutidos servirão como apoio e direcionamento para que o objetivo do seminário seja atingido.

Para acessar as apresentações clique nos links abaixo:

Apresentações do dia 05/10/2017
Apresentações do dia 06/10/2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Rede BRICS de Pesquisa em Tuberculose é lançada no Rio de Janeiro

Fonte: Portal da Saúde




Representantes dos governos e da academia do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reuniram em 14 e 15 de setembro, no Rio de Janeiro, para lançar a Rede BRICS de Pesquisa em Tuberculose, uma rede que identificará prioridades de pesquisa e maneiras de cooperação para avançar na luta contra a tuberculose e alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para 2030. A Rede, composta por governo e academia, será oficialmente lançada na Conferência Ministerial Global sobre Tuberculose, no final de novembro em Moscou.

A Rede é o primeiro produto do Plano de Cooperação em Tuberculose dos BRICS, proposto pelos Ministros da Saúde dos cinco países em 2014, e acordado também pelas autoridades em 2016. O plano centra esforços em medidas de atenção, proteção social e pesquisa para o combate da doença nos países do grupo e em países de baixa e média renda.

Os BRICS concentram quase 50% de todos os casos novos de tuberculose no mundo. Apesar de ser o país com o menor número de casos no grupo, o Brasil é o único país prioritário para a tuberculose na região das Américas. A tuberculose é uma ameaça comum para a saúde pública dos cinco países e, ao unir esforços, os BRICS tomaram o primeiro passo para fazer frente à doença, liderando a agenda de pesquisa para o desenvolvimento de novas ferramentas para o seu enfrentamento.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Pesquisadores e sociedade civil criam Comitê de Acompanhamento Comunitário em Tuberculose

Fonte: Agência de Notícias da AIDS


O Brasil agora conta com um Comitê Comunitário de Acompanhamento e Pesquisas em Tuberculose (CCAPTB/Brasil). O espaço, que tem sede no Instituto Clemente Ferreira, em São Paulo, foi criado para apoiar a atuação de pesquisadores sobre o tema. Nos dias 24 e 25 de agosto aconteceram as primeiras reuniões onde profissionais da área discutiram questões relacionadas à tuberculose. Atualmente 188 pesquisas estão sendo desenvolvidas no país com financiamento do DECIT (Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde).

Durante estes dois dias, cerca de vinte ativistas de todas as regiões do Brasil debateram o cenário político e tecnológico em relação à doença no país. Pesquisadores de diversas áreas, ligados à Rede TB (Rede Brasileira de Pesquisas de Tuberculose), apresentaram suas pesquisas e debateram seu desenvolvimento para possíveis interações com a sociedade civil. As realidades regionais foram destacadas, bem como particularidades a serem consideradas como coinfecções com o HIV/aids e Hepatites Virais, a proteção social da pessoa com tuberculose, orçamentos e prioridades.


Para Carla Almeida, do Grupo de Apoio e Prevenção a Aids do Rio Grande do Sul, o espaço é importante “para a formação e articulação política num campo que ainda tem participação reduzida da sociedade civil". Já José Carlos Veloso, da Rede Paulista de Controle da Tuberculose, identifica a necessidade de ações conjuntas dos segmentos sociais para que a " voz do engajamento comunitário seja ouvida junto às instâncias de decisão dos projetos". O pesquisador Ézio Távora, um dos idealizadores do espaço, avalia que o primeiro encontro foi "muito positivo para a criação e organização de uma rede de trocas de experiências e criação de canais de envolvimento comunitário mais efetivo".

Os membros foram escolhidos numa seleção que levou em consideração o currículo, experiências e realidades regionais. Sua coordenação colegiada é formada por ativistas ligados à área de mobilização social da Rede TB. Ao final do encontro os membros definiram um plano de trabalho que será colocado em prática até dezembro de 2017. Os trabalhos terão como prioridade o mapeamento de pesquisas que estão em andamento e o estudo aprofundado do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, recém lançado pelo Ministério da Saúde, que prevê ações até 2035.

Maiores informações: www.redetb.org

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PNCT realiza oficina sobre Plano Nacional Pelo Fim da Tuberculose com coordenadores estaduais




Com a visão “Brasil livre da tuberculose”, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) promoveu nos dias 21 e 22 de agosto a Oficina  com  coordenadores  estaduais. Na oportunidade foi apresentado o plano nacional para a eliminação da doença como problema de saúde pública e  sua  programação  teve o objetivo de discutir os objetivos e as estratégias  do documento.

O PNCT acredita ser esse um momento em que todos os extratos sociais devem estar envolvidos nesse propósito, sobretudo por ser a tuberculose uma doença desafiadora para o seu controle; cabendo articulação intra e intersetorial no intuito de enfrentar os determinantes relacionados com o aparecimento da doença.

Pensando na singularidade de cada local e nos problemas vivenciados nos município, o PNCT propôs um Diagnóstico Situacional arrojado, chamado de “Cenários da tuberculose no Brasil”. Com essa inovação espera-se contribuir com o planejamento e monitoramento local, auxiliando assim na identificação de prioridades por cada município brasileiro.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Seduc promove palestras sobre a tuberculose para alunos da rede estadual de ensino

Fonte: Fato Amazônico


A 1ª Exposição da Tuberculose nas escolas estaduais do Amazonas, com o tema: “Tuberculose no Contexto Escolar”, começou ontem (18) e segue durante toda a semana no Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Gilberto Mestrinho, no bairro Educandos, zona sul de Manaus. A atividade é uma parceria da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).

A palestra foi prestigiada por coordenadores, gestores e alunos da Coordenadoria Distrital de Educação 2 (CDE2), com cinco palestrantes que falaram de prevenção, tratamento, abrangência da doença no Estado e no Brasil. Após as palestras, os alunos, professores e coordenadores também puderam participar de jogos lúdicos sobre os sintomas da tuberculose, além de receber mais informações sobre sintomas e prevenção da doença. Eles também puderam observar no microscópio o bacilo causador da tuberculose.

Rede de informação – O principal objetivo da mostra é instrumentalizar representantes da área da educação para a continuidade das atividades de prevenção à tuberculose na escola, como uma capacitação que passe de coordenador para diretor e professor, do aluno para família, criando assim uma rede de informação que gera prevenção e alerta para os sintomas.

O Amazonas é o município que tem o maior número de incidência da doença. No ano passado foram registrados 67,2 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes. Esse número dobra o da média nacional de 32,4 casos para o mesmo número de habitantes esses números e a incidência desses casos coloca o Amazonas pela quarta vez seguida em 1º lugar ranking das unidades da federação com maior número de casos com incidência no Brasil, segundo dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).

Sintomas – A tuberculose é uma doença causada por bactéria que ataca principalmente os pulmões, mas pode também ocorrer em outras partes do corpo, tais como ossos, rins e pleura (membrana que envolve os pulmões).

A coordenadora do Programa de Educação e Saúde na Escola, Delta Aparecida de Castro Segadilha, que responde pela Seduc, por meio do Gerencia de Projetos e Programas de Atendimento ao Escolar (Geppae), falou sobre a importância e os benefícios das parcerias da secretaria de educação.

“A secretaria tem muito a ganhar com essas ações, porque essa doença interfere negativamente no processo de ensino e aprendizagem. Queremos boas notas nas avaliações internas e para isso é preciso que o aluno esteja sadio, para que ele se desenvolva satisfatoriamente nesse processo. Outra coisa que queremos é diminuir a evasão escolar, diminuir a infrequência e, principalmente, melhorar a qualidade de vida desse aluno, porque a doença afasta o aluno da escola por dois a três meses e, em alguns casos, ele nem volta, com vergonha do preconceito da doença que ainda é muito grande”, disse a coordenadora.

Processo educativo – A palestra sobre o diagnóstico e tratamento da Tuberculose no adulto e criança foi ministrada pela diretora da Policlínica Cardoso Fontes e pela representante do Comitê Estadual de Tuberculose, Irineide Antunes. “Educação e saúde têm que ser compartilhada com a Secretaria de Educação, tanto estadual como municipal. O processo educativo é um processo lento e se nós começarmos na escola e a criança desde pequena aprender o que é a tuberculose, ela vai crescer e vai passar o conhecimento. Assim vamos conseguir a socialização da tuberculose para que as pessoas todas saibam como é a doença e como prevenir”, frisou a doutora.

A palestra sobre a “Importância do tratamento de tuberculose e medidas para controle” foi ministrada pela doutora Marlucia Garrido, da FVS-AM. Ela ressaltou sobre a prevenção da doença e a importância da parceria com a Seduc para o combate à prevenção da doença. “A Seduc permite a expansão da informação  por todo o Estado por meio de videoconferências e isso tem permitido atualizar as informações do diagnóstico e o tratamento da doença. Nós estamos tentando chegar mais perto dos professores, que são os disseminadores da informação, e dos alunos, que são os melhores multiplicadores desse contexto. A tuberculose é um grave problema no Amazonas, e a informação ajuda na cura da doença”, enfatizou Marlucia.

Microscópio – Alguns alunos assistiram atentos à palestra e aproveitaram para ver bem de perto, pelo microscópio, o bacilo causador da tuberculose. A aluna Vanessa Monteiro Seixas, 16 anos, do 9º ano do Ensino Fundamental, falou que a atividade serviu para que ela aprendesse um pouco mais sobre o processo evolutivo da doença. “Eu conhecia, mas não sabia muita coisa, que acabei descobrindo hoje”, disse Vanessa.

Plano Nacional para a Eliminação da Tuberculose é apresentado na COMISSÃO INTERSETORIAL DE ATENÇÃO A SAÚDE DAS PESSOAS COM PATOLOGIAS (CIASPP) do Conselho Nacional de Saúde (CNS)

No Dia 11 de julho, o Plano Nacional para Eliminação da Tuberculose como Saúde Pública foi pauta na Comissão Intersetorial de Atenção a Saúde das Pessoas com Patologias (CIASPP) do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

O evento contou com a participação da Dra. Denise Arakaki, coordenadora geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) que discutiu com os conselheiros os principais objetivos do plano. Também estiveram presentes, Carlos Basília, do Observatório Tuberculose Brasil, que ressaltou a importância do papel do controle social na nova estratégia de eliminação da doença e Professor Júlio Croda, representando a Rede TB de Pesquisa, que contribuiu com o papel da pesquisa no alcance da meta de reduzir para menos de 10 casos por 100.000 habitantes o coeficiente de incidência da tuberculose até o ano de 2035.

Após o pronunciamento dos diferentes representantes da CIASPP, reforçando a necessidade de pautar o tema da tuberculose nas instâncias estaduais e municipais dos conselhos, foi encaminhado por unanimidade a necessidade de levar para o pleno do CNS a revisão e realinhamento da Resolução 444/2011 com a nova estratégia brasileira.


Outras informações sobre a reunião também podem ser acessadas através do Observatório Tuberculose Brasil .

Saiba mais sobre o Plano: O Plano Nacional traça as estratégias para acabar com a doença como problema de saúde pública no país até 2035 e define os indicadores prioritários a serem utilizados para o monitoramento das ações empregadas por estados e municípios, entre eles, a redução do coeficiente de abandono de tratamento e aumento no percentual de cura da doença. O plano foi elaborado com o objetivo de subsidiar os coordenadores dos programas locais no cumprimento das metas que estão em consonância com o plano da Organização Mundial de Saúde (OMS) e está alinhado com as políticas do SUS, além de ser um grande avanço para mudar os paradigmas do controle da tuberculose no Brasil. Leia mais sobre o Plano Nacional no hiperlink: https://drive.google.com/open?id=0B0CE2wqdEaR-eVc5V3cyMVFPcTA

Conselho Nacional de Saúde (CNS)

   O CNS é a instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde – SUS - de caráter permanente e deliberativo, tem como missão a deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde. Com nova presidência referente ao triênio 2015 – 2018, realizou seu planejamento estratégico com base nas propostas da 15ª Conferência Nacional de Saúde.

Ainda como uma ação decorrente do processo eleitoral, iniciou em sua 59ª Reunião Extraordinária, o debate referente ao processo de restruturação de todas as comissões, avaliando o papel e a necessidade de repensar a quantidade de comissões existentes. Nesse sentido, as 26 Comissões Intersetoriais foram consolidadas em 18, no intuito de potencializar os debates acercas dos temas, incluindo a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

A CIASPP representa a comissão de pessoas com patologias, DST-Aids, tuberculose, hanseníase e hepatites Virais.
Leia mais sobre o CNS em: http://www.conselho.saude.gov.br/Web_comissoes/index.html



Resolução 444/2011 - CNS 

Para a resolução que ainda está em vigor, foram considerados os indicadores e metas do STOP TB, a priorização da tuberculose na agenda política do Ministério da Saúde, a coinfecção TB-HIV, a prevenção a tuberculose multirresistente, as populações mais vulneráveis ao adoecimento, a descentralização da TB na atenção básica, a oferta de diagnóstico oportuno, o CNS recomenda: 
  • Aprofundar a articulação com os movimentos sociais, com o Congresso Nacional e com instituições intra e intersetoriais para pautar a necessidade de benefícios sociais, políticas específicas para as populações mais vulneráveis, de modo a enfrentar os determinantes sociais da TB e com isso eliminar a doença como um problema de saúde pública no país.





quarta-feira, 19 de julho de 2017

PLANO NACIONAL PELO FIM DA TUBERCULOSE COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA É DISCUTIDO NO 33º CONGRESSO DO CONASEMS

Aconteceu em Brasília entre os dias 12 e 15 de julho o 33º Congresso do CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Durante a programação, oficinas, seminários, cursos e mesas discutiram importantes temas para a gestão municipal do SUS, como atenção básica, financiamento da saúde, planejamento ascendente, regionalização e organização da rede de atenção à saúde, bem como papel da participação da comunidade no planejamento das ações de saúde.

Na manhã do dia 12 de julho, o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública  foi apresentado aos Secretários Municipais. Essa atividade foi resultado da articulação de representantes da sociedade civil e governo, em reunião para formação do Grupo de Trabalho da Comissão de Seguridade Social e Família para acompanhamento do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, coordenado pelo Presidente da Frente Parlamentar de Tuberculose da Câmara de Deputados, Antonio Britto.

O Plano Nacional traça as estratégias para acabar com a doença como problema de saúde pública no país até 2035 e define os indicadores prioritários a ser utilizados para o monitoramento das ações empregadas por estados e municípios, entre eles, a redução do coeficiente de abandono de tratamento e aumento no percentual de cura da doença. O plano foi elaborado com o objetivo de subsidiar os coordenadores dos programas locais no cumprimento das metas que estão em consonância com o plano da Organização Mundial de Saúde (OMS) e está alinhado com as políticas do SUS, além de ser um grande avanço para mudar os paradigmas do controle da tuberculose no Brasil.

A pauta no CONASEMS teve como objetivo empoderar os Secretários Municipais de Saúde de todo o país para que elaborem seus planos anuais para o controle da tuberculose com base nessa nova estratégia. A mesa no congresso foi coordenada pelo Deputado Antonio Brito, que na ocasião representava o Grupo de Trabalho de Acompanhamento do Plano Nacional, e teve a presença do Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Dr. João Paulo Toledo, e da Coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Dra. Denise Arakaki.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coinfecção TB-HIV É tema da Conferência de Abertura do Congresso DST/Aids In Rio

Fonte: Portal da Saúde

 Nesta quarta e quinta-feira (13), o Windsor Convention & Expo Center, no Rio de Janeiro, sedia o XI Congresso da Sociedade Brasileira de DST e o VII Congresso Brasileiro de AIDS. Diferentemente das edições anteriores dos congressos da Sociedade Brasileira de DST, este ano, os eventos acontecem em conjunto com o STI&HIV World Congress 2017 e conta com a presença dos mais importantes pesquisadores em DST/AIDS do mundo.

Na quarta-feira (12), durante a mesa de abertura, Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DIAHV) afirmou que pela primeira vez o Brasil conta com uma gestão no Departamento que coloca as IST’s no centro das ações. A diretora garantiu que outros avanços só serão possíveis se todas as áreas se envolverem. “Independentemente da crise, nós crescemos. É preciso que os estados, municípios e todas as esferas trabalhem de maneira harmônica com o Ministério da Saúde. Essa é a chave para o enfrentamento das ISTs."

Após a mesa de abertura, Kleydson Andrade, do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (CGPNCT), proferiu a Conferência de Abertura, falando sobre “O desafio do controle da Tuberculose em pessoas vivendo com HIV”. Após apresentar as recomendações e panorama internacional da coinfecção TB/HIV, Kleydson Andrade apresentou o panorama epidemiológico da coinfecção no Brasil, com destaque para as ações colaborativas que são desenvolvidas pelo CGPNCT em parceria com o DIAHV. “É importante que essas ações conjuntas, já desenvolvidas na esfera federal, sejam reproduzidas nas esferas estaduais e municipais, da atenção primária à terciária”, afirmou.

Na mesa de abertura, também estavam o Dr. Mauro Romero Leal Passos, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Presidente da Sociedade Brasileira de DST, e a Dra. Angélica Espinosa, diretora cientifica dos eventos. Durante essa mesa, por conta de toda a trajetória de pesquisa e militância pelas IST´s no país, houve a premiação do Dr. Mauro Romero com a primeira Medalha Walter Belda.

A tuberculose atualmente

Nos países endêmicos para TB, o advento da epidemia de HIV/aids tem acarretado aumento significativo dos casos de TB, ocasionando piores desfechos (abandono e óbito). No Brasil, o risco da pessoa vivendo com HIV/aids (PVHA) adquirir Tuberculose é 28 vezes maior quando comparada a população sem HIV/aids. Apenas 41,8% dos casos novos de TB com coinfecção fizeram uso da terapia antirretroviral (TARV), e quando comparado a pacientes coinfectados sem uso da TARV, pacientes coinfectados em uso da TARV curam 35% mais e morrem 44% menos por TB. Com esses destaques do primeiro Boletim Epidemiológico sobre coinfecção TB/HIV no Brasil, Kleydson Andrade pontuou a baixa cobertura de TARV em pacientes com coinfecção TB/HIV, ressaltando a importância da sobreposição dos tratamentos como medida de maior impacto na redução da mortalidade nesse grupo.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Interdisciplinaridade marca VI Workshop Nacional da Rede TB

Fonte: REDE-TB



Pesquisadores brasileiros, estrangeiros, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais das áreas da saúde, ativistas, representantes de indústria e outras de interesses afins participaram do VI Workshop Nacional da Rede TB, ocorrido no dias 22 e 23 de junho, no Rio de Janeiro (RJ).

Os principais temas relacionados à pesquisa e inovação, diagnóstico, tratamento e controle da tuberculose nos seus mais variados aspectos foram contemplados nas cerca de 50 palestras realizadas por meio de conferências e mesas redondas, resultando em importantes discussões e troca de conhecimentos entre os participantes.

O presidente da Rede TB, Afrânio Kritski, destacou que, desde a criação da Rede em 2001, a interdisciplinaridade caracteriza os encontros do grupo, mas nas últimas edições houve um refinamento nesse sentido. “Hoje, quem participa da Rede são pesquisadores que aprenderam a ouvir os outros olhares… a nossa proposta prioritária é um trabalho interdisciplinar e intersetorial. A Rede abarca desde a pesquisa básica, identificação de moléculas para novos fármacos ou vacinas ou testes diagnósticos, até estudos sociológicos, antropológicos ou econômicos. Você acompanha o biologista molecular falando de DNA e ouvindo palestras sobre estudos qualitativos, enquanto que enfermeiros, psicólogos participam de discussões sobre novos fármacos. Isso é muito novo. Eu desconheço reuniões assim em outras áreas no Brasil”, explica.

Um panorama da situação e dos desafios atuais da pesquisa em tuberculose no Brasil foi apresentado nas conferências proferidas, respectivamente, pela coordenadora geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde, Denise Arakaki; e pela coordenadora geral do Programa de Pesquisa em Saúde do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Raquel de Andrade Lima Coelho.

Na terceira conferência do evento, o economista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fábio Mota, apresentou um mapeamento da produção científica e das patentes em TB dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China) feito a partir de análise bibliométrica e de redes de colaborações, que pode contribuir para a identificação de trabalhos conjuntos já realizados e pautas comuns para futuras cooperações entre os países.

Mesas Redondas

Se o cenário geral das pesquisas em tuberculose foi colocado nas conferências, as especificidades do tema puderam ser expostas e discutidas por meio das 12 mesas redondas organizadas nos seguintes tópicos: 1) “Estudos de Epidemiologia Molecular”, 2) “Uso do Xpert MTB Rif na Detecção de TB MDR no País”, 3) “Novas Tecnologias para Medicamentos Resistentes e Genótipos em TB”, 4) “Biomarcadores e Imunopatogenia”, 5) “Epidemiologia - TB em Populações Vulneráveis e Proteção Social”, 6) “Engajamento Comunitário em Pesquisa e a Rede TB”, 7) “TB MDR”, 8) “TB, TB Latente e Co-morbidades”, 9) “TB e Co-morbidades”, 10) “Uso de Sistema de Informação para Pesquisa Clínica e Operacional”, 11) “Sistema de Gestão de Qualidade em Pesquisa”, 12) “Pesquisa Qualitativa na Área de Tuberculose”.

Na primeira mesa redonda, foram apresentados os resultados de estudos sobre métodos moleculares utilizados na genotipagem e identificação de mutações genéticas; sobre o fenômeno da resistência nos cenários de infecção mista e de heteroresistência; a dinâmica de virulência em ambientes urbanos do Espírito Santo, e a diversidade genética e o rastreamento da tuberculose nos países de língua portuguesa.

Na segunda, houve a exposição de lições aprendidas com a Rede de Teste Rápido, o Xpert MBT/RIF implantada pelo Ministério da Saúde desde 2014i; e de análises do uso deste teste molecular com os métodos fenotípicos usados no diagnóstico de tuberculose resistente realizadas no Instituto Adolfo Luiz em São Paulo e no Laboratório Nacional de Referência Professor Helio Fraga.

Uma terceira mesa trouxe informações sobre o uso de uma plataforma portátil de qPCR; a validação laboratorial de um projeto de PCR de tempo real, kit produzido por empresa nacional; a validação e os custos de um kit SIRE Nitratase, teste fenotípico para diagnóstico de TB MDR, também desenvolvido por empresa nacional; a variabilidade genética do bacilo da TB no Rio Grande do Sul e a diversidade molecular e distribuição espacial da doença em Salvador.

A quarta mesa redonda consistiu de apresentações sobre a caracterização de biomarcadores para TB ativa e TB latente; a resposta neutrofílica na hiperinflamação em pacientes com tuberculose pulmonar; a relação entre virulência e imunopatogenicidade em modelo animal de infecção experimental; a relação entre tuberculose e depressão e também anemia; e o uso de biomarcadores de infecção por M.tuberculosis na resposta ao tratamento de crianças e adolescentes.

A mesa cinco abarcou novas abordagens para pesquisas e proteção social; uma visão geral da relação entre tuberculose e depressão; o cenário da tuberculose em prisões no Mato Grosso do Sul; e características da TB em Roraima.

Na sexta mesa redonda, a discussão girou em torno do ativismo como estratégia de incidência política no contexto das pesquisas; e do papel da sociedade civil junto às populações vulneráveis e no acompanhamento comunitário em pesquisa.

A mesa sete reuniu os estudos sobre o uso de escore clínico para diagnóstico de TB multirresistente (MDR); o impacto do mecanismo de efluxo na resistência aos antimicrobianos no M. tuberculosis e outras micobactérias; uma abordagem quanti/quali do TB MDR no Rio de Janeiro e em Lisboa; e perspectivas de esquemas encurtados para TB MDR no Brasil.

Na oitava mesa foram destaques: a depressão entre sintomáticos respiratórios e pacientes com TB em Caxias; a interação entre drogas no contexto TB/HIV no Brasil; e resultados preliminares de pesquisas translacional e clínica em TB, desnutrição e imunopatogenia.

A mesa número nove abordou a experiência do Pactu Pela Rua realizada em São Paulo; as ações de controle da TB no consultório de rua no município do Rio de Janeiro; e o uso de escore clínico para liberação de pacientes do isolamento respiratório nos hospitais.

A dez trouxe o tema das tecnologias em TB em trabalhos sobre o uso de formulários eletrônicos para atividades de pesquisa operacional; tecnologias móveis aplicadas ao tratamento diretamente observado (TDO); e integração de sistemas de informação para o gerenciamento de pacientes em TB.

Na discussão da mesa 11, o tema da gestão foi trazido nas palestras sobre gestão da qualidade em instituição de Ciência e Tecnologia (C&T) em Saúde; segurança no sistema de gestão de qualidade para laboratórios de diagnóstico de TB resistente; e interfaces das gestões de conhecimento e de qualidade.

Finalizando a ampla gama de temas abordados no VI Workshop, a mesa redonda 12 reuniu pesquisas sobre o processo de incorporação tecnológica no SUS; o acesso e barreiras no tratamento de TB no consultório de rua; discurso, práticas de significação e acontecimento na política de saúde em tuberculose; e os significados do cuidado para os contatos do paciente com tuberculose pulmonar e a interrelação com o profissional da saúde.

NIH financiará pesquisas que estudem a relação entre a tuberculose, diabetes e HIV

Fonte: FIOTEC


Sem um valor máximo de financiamento, edital expira apenas em 2020

Escrito por Janaina Campos
Publicado: 05 Julho 2017

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. De acordo com dados do Ministério da Saúde, anualmente, são notificados cerca de 10 milhões de novos casos em todo o mundo. Pesquisas já demonstraram que pessoas infectadas pelo HIV têm quase 30 vezes mais chance de adoecer com Tuberculose do que as pessoas sem HIV. Outro dado alarmante é que a diabetes aumenta três vezes a chance de uma pessoa contrair tuberculose.

Em consonância com essas informações, uma necessidade crítica surgiu para o desenvolvimento de novos tratamentos que abordem, de forma mais eficaz, a pandemia de TB alimentada não apenas pela infecção pelo HIV, mas também pela crescente prevalência global de Diabetes tipo 2. Esse é o tema do edital para financiamento de pesquisas lançado pelo National Institute of Health (NIH). O objetivo é apoiar projetos que identifiquem e elucidem mecanismos patogênicos subjacentes às interações entre a TB e a Diabetes e o HIV. Os interessados podem se inscrever pelo site, a partir do dia 7 de agosto.

O edital não limitou um valor para o financiamento. Porém, os orçamentos das aplicações deverão refletir as necessidades reais do projeto proposto.

Apoio da Fiotec

Os interessados em submeter propostas com o suporte da Fiotec podem entrar em contato pelo e-mail iniciacaoprojetos@fiotec.fiocruz.br. O apoio na elaboração busca facilitar o entendimento do edital e o cumprimento dos critérios dispostos no documento. Lembrando que, para obter apoio da Fiotec, é necessário o envolvimento de uma Unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Tuberculose em destaque na 15ª Expoepi


No período de 28 à 30 de junho acorreu em Brasília a 15ª Mostra  Nacional de  Experiências Bem–Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi).

A mostra contou com a participação de cerca de três mil pessoas de todas as unidades federativas do Brasil. Foram apresentados 17 painéis temáticos, 15 mostras competitivas, duas mesas redondas e 12 sessões de pôsteres.  Nessa vasta programação a tuberculose foi tema central no painel Enfrentamento da Tuberculose: o que esperar para os próximos anos” no qual foi lançado o Plano Nacional Pelo Fim da Tuberculose  pelo  Dr. João Toledo,  Diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEVIT), onde está inserido o PNCT.

O documento traça as estratégias para acabar com a doença como problema de saúde pública no país até 2035 e define os indicadores prioritários que devem ser utilizados para o monitoramento das ações empregadas por estados e municípios. Entre eles, a redução do coeficiente de abandono de tratamento e aumento no percentual de cura da doença. Os indicadores operacionais, para o monitoramento do controle da tuberculose, refletem o desempenho dos serviços de saúde na qualidade do cuidado à pessoa com a doença.  

Acesse aqui o Link para o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose

Dra. Denise Arakaki, Coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) destaca que o plano foi elaborado com o objetivo de subsidiar os coordenadores dos programas locais no cumprimento das metas que estão em consonância com o plano da Organização Mundial de Saúde (OMS) e ressalta que o documento está alinhado com as políticas do SUS e é um grande avanço para mudar os paradigmas do controle da tuberculose no Brasil.

Também foram destaques no painel a fala do gerente técnico de Tuberculose da UNITAID – organização internacional que investe em novas tecnologias para diagnóstico e tratamento do tuberculose, HIV/Aids e malária, Dr. Draurio Barreira que alertou para o fato que o Brasil é o pais das Américas com a maior incidência e mortalidade por tuberculose.

O resultado e reconhecimento mostram os esforços do país para combater a doença que, segundo a OMS, é a 1ª doença infecciosa no mundo que mais mata.  

Além disso, Carlos Basilia, secretário executivo da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose, representante da sociedade civil alertou para os desafios que o Brasil precisa enfrentar para combater a doença considerando que o pais ainda possui grandes desigualdades sociais.

A tuberculose também foi pauta no painel “Desafios atuais em vigilância de doenças transmissíveis” que entre os temas, abordou a coinfecção TB-HIV como problema de saúde pública.  Durante essa painel, Dr. João Toledo lançou a campanha para mídias sociais sobre coinfecção TB-HIV, produzida pelo Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais em parceria com o PNCT. A campanha “Contra a coinfecção TB e HIV não tem reza, não tem figa e nem mandinga: tem tratamento e prevenção” tem como objetivo chamar a atenção para a importância do diagnóstico e tratamento da tuberculose pelas pessoas que vivem com HIV. 

O apelo dos ícones de proteção e sorte, reforçam a mensagem de que não se deve relegar à sorte os cuidados com a saúde, a proposta é provocar as pessoas a terem a atitude de buscar o diagnóstico e o tratamento da TB e/ou do HIV.


Campanha Contra a coinfecção TB e HIV não tem reza, não tem figa e nem mandinga: tem tratamento e prevenção 
A tuberculose também foi destaque no painel de lançamentos das publicações da Secretaria de Vigilância em Saúde, entre elas estavam o Protocolo para vigilância do óbito com menção de tuberculose nas causas de morte e a Cartilha do Agente Comunitário de Saúde (ACS).

O Protocolo foi desenvolvido pelo PNCT em parceria com outras representações do Ministério da Saúde, além de diversos colaboradores, os quais foram consultados e tiveram a oportunidade de construir coletivamente o matéria que tem como objetivo oferecer às equipes dos Programas de Controle da Tuberculose subsídios para implantação da vigilância do óbito relacionado à doença.  


Já a Cartilha do ACS foi produzida em parceria com o Departamento de Atenção Básica e apresenta as recomendações nacionais de controle da tuberculose, Tem como objetivo contribuir para a qualificação das atividades diárias do ACS relacionadas ao controle da doença.  



Em parceria com PNCT, o Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais lançou o primeiro boletim primeiro Boletim Epidemiológico sobre a “Coinfecção TB-HIV no Brasil: panorama epidemiológico e atividades colaborativas” que tem por objetivo descrever o panorama da coinfecção e discutir os seus desafios à luz das atividades colaborativas realizadas pelo PNCT, juntamente com o Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais.

Acesse Aqui o Link para o Boletim Epidemiológico sobre a "Coinfecção TB-HIV no Brasil: panorama epidemiológico e atividades colaborativas. 

Por fim, a tuberculose foi destaque na mostra competitiva. Dois trabalhos foram premiados. Na mostra Vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis relacionadas à pobreza, Argina Gondim da Secretaria Municipal de Fortaleza foi premiada em primeiro lugar com o trabalho “Vencendo os desafios de diagnosticar e curar pessoas com tuberculose em situação de rua.  

Na mostra, Produção técnico-científica por parte de profissional do SUS que contribuiu para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde – Mestrado, Eliane Ferreira Mendonça da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, apresentou o trabalho sobre a Avaliação do Programa de Controle da Tuberculose: uma análise de implantação municipal que também foi selecionado em primeiro lugar.



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Profissionais da África acompanham diagnóstico de tuberculose realizado pelo Lacen-MS

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul


Campo Grande (MS) – Uma equipe de analistas laboratoriais de São Tomé e Príncipe acompanharão por 15 dias a rotina de diagnóstico laboratorial da tuberculose do Laboratório Central de Saúde Pública, o Lacen-MS. A iniciativa é uma entre Secretaria de Estado de Saúde e Ministério da Saúde que apresenta aos profissionais as técnicas de abordagem laboratorial da tuberculose em ambos os países como troca de experiência na área da saúde.


A escolha do Lacen-MS para coordenar esta apresentação aos profissionais estrangeiros foi iniciada pelo Ministério da Saúde, através das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) na administração de testes rápidos e diagnóstico da doença. Baseada na experiência e referência no procedimento pelo Laboratório de Central de Saúde Pública, os profissionais conhecerão nestes 15 dias todo o acompanhamento laboratorial relacionado à tuberculose.


“Estamos contentes com esse reconhecimento que representa uma grande contribuição para todos os profissionais envolvidos. O Lacen-MS é uma referência para o diagnóstico de tuberculose e é uma grande experiência compartilhar este trabalho com profissionais de outros países, além de permitir conhecermos também o trabalho realizado em outro país”, disse o Luiz Demarchi, diretor do Lacen.


Como parte do projeto, profissionais do Lacen também irão em breve acompanhar o trabalho laboratorial realizado nas ilhas de São Tomé e Príncipe. Para a analista laboratorial do país, Rosa Maria do Espírito Santo, a visita ao Lacen-Ms apresenta novo método de abordagem e acompanhamento da tuberculose que acrescentarão ao tratamento da doença. “Em nosso primeiro dia no Brasil e acompanhando o sistema do Lacen já tivemos uma grande noção de como funciona essa parceria entre os dois países. Com isso, vamos melhorar o nosso diagnóstico para a população, em especial na baciloscopia, com técnicas que apenas este laboratório possui e que nos ajudará no acompanhamento da doença em São Tomé”, disse a analista.


Jefferson Gonçalves – Assessoria de Comunicação SES


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ministério da Saúde destaca trabalho de pesquisa e tuberculose da Fundação José Silveira

Fonte: Ancora News



Responsável pela gestão do Biorrepositório no Brasil, a Fundação José Silveira (FJS) recebeu na quarta-feira, 14, a visita de representantes do Ministério da Saúde, que vieram conhecer as instalações e o funcionamento do projeto mundial que coleta e armazena informações sobre a cura entre os pacientes e a ocorrência de tuberculose ativa entre contatos. O presidente e a superintendente da FJS, Dr. Geraldo Leite e Leila Brito, juntos com a equipe do Centro de Pesquisa da FJS que atua no Biorrepositório, recepcionaram e acompanharam os visitantes. O epidemiologista do setor de Informações Estratégicas do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Kleydson Andrade, destacou a importância da FJS no projeto e a qualidade do Biorrepositório sediado na instituição. “Esse é um dos consórcios de pesquisas mais robustos do Brasil, em termos de qualidade de amostra”. O consultor técnico do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Karlos Diogo Charlegre, reforçou a satisfação pelo que viu e frisou a segurança de ter o projeto sediado na FJS. “A Bahia é um dos estados que mais são afetados pela tuberculose. Saber que a Fundação José Silveira tem um instituto como o IBIT, que trabalha diretamente com tuberculose, e o Biorrepositório instalado aqui, é de fundamental importância para o projeto. Sem a Fundação, aqui na Bahia, talvez, esse projeto não tivesse acontecido. A FJS é a instituição mantenedora em Jequié, da Santa Casa Hospital São Judas Tadeu.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

SES-MG realiza 1ª Reunião do Grupo Condutor da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População Privada de Liberdade


O encontro realizado na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves em Belo Horizonte no último dia 06 de junho de 2017, contou com a participação de diversos setores da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e também da Secretaria Estadual de Administração Prisional (SEAP), Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (SEDPAC) e da Ouvidoria Geral do Sistema Penitenciário.

Durante a reunião, a coordenadora de Saúde da Pessoa Privada de Liberdade Reila Rezende apresentou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade cujo objetivo principal é “garantir o acesso das pessoas privadas de liberdade no sistema prisional ao cuidado integral no SUS” ao grupo condutor estadual. Além desse objetivo, outros também foram colocados, a saber: Promover o acesso das pessoas privadas de liberdade à Rede de Atenção à Saúde, visando ao cuidado integral; Garantir a autonomia dos profissionais de saúde para a realização do cuidado integral das pessoas privadas de liberdade; Qualificar e humanizar a atenção à saúde no sistema prisional por meio de ações conjuntas das áreas da saúde e da justiça; Promover as relações intersetoriais com as políticas de direitos humanos, afirmativas e sociais básicas, bem como com as da Justiça Criminal; e Fomentar e fortalecer a participação e o controle social.

A organização e composição do Sistema Prisional de Minas Gerais foi apresentado por Maria Aparecida Guimarães, Diretora Interina de Saúde e Atendimento Psicossocial da Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP). O estado de Minas Gerais conta hoje com 187 unidades prisionais, e possui uma População Privada de Liberdade de cerca de 68.849 pessoas, sendo 4,5% desse número referente ao público feminino.

Como proposta para a implementação de tal Política no Estado, foram criados 4 eixos de trabalho que tratarão dos seguintes temas: Saúde Mental, Saúde da Mulher, Controle de agravos à saúde, prevenção à violência e assistência às vítimas e Educação Permanente.

Durante a reunião foi apresentada a situação da Tuberculose no Sistema Prisional e os avanços no diálogo entre a Coordenação de Saúde da Pessoa Privada de Liberdade (CSPPL) e o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT-MG).

O Comitê Executivo Estadual foi formado pelos seguintes setores SEAP, CSPPL, Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, Ouvidoria Geral do Estado, SEDPAC e COSEMS. Tal comitê tem como pressuposto: mobilizar os dirigentes do SUS e dos sistemas prisionais em cada fase da implementação; apoiar a organização dos processos de trabalho voltados para a implantação e implementação da PNAISP no estado e no DF; identificar e apoiar a solução de possíveis pontos críticos em cada fase de implantação e implementação da PNAISP e monitorar e avaliar o processo de implantação e implementação da PNAISP.

sábado, 10 de junho de 2017

Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados instala Grupo de Trabalho para o acompanhamento do Plano Nacional Pelo Fim da Tuberculose




No dia 6 de junho foi instalado o Grupo de Trabalho para acompanhamento do Plano Nacional Pelo Fim da Tuberculose, vinculado a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara Federal (CSSF). O Deputado Antônio Brito, presidente da Frente Parlamentar de Luta Contra a Tuberculose foi o autor do requerimento. 

O grupo irá promover o levantamento de informações junto ao Ministério da Saúde, estados, sociedade civil e academia para elaboração de um relatório com as conclusões, que será apresentado à CSSF. 

Participaram do ato a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Denise Arakaki; o pesquisador e presidente da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), Afranio kritski; o secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso; o coordenador do Observatório da Tuberculose no Brasil, Carlos Basilia; e membros de entidades que atuam no combate à doença no Brasil.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Instituto americano vai investir R$ 2,2 milhões para prevenir tuberculose em presos de MS

Fonte: Midiamax

O NIH (National Institutes of Health) vai investir R$2,2 milhões na prevenção da tuberculose entre detentos do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e da Penitenciária Estadual de Dourados. A pesquisa denominada ‘estratégia para controle da tuberculose nas prisões’ vai realizar 165 exames diários e o resultado sai no mesmo dia.

Presos serão examinados  e vão testar remédios para prevenir tuberculose
De acordo com Julio Croda, infectologista da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e da Fundação Oswaldo Cruz, a ideia é que um caminhão e um container vá até as unidades penitenciárias. Nas unidades móveis os detentos terão acesso a exames de raio x, teste rápido, além de exames laboratoriais que detectam a doença.

Júlio explica que os presídios foram escolhidos para que a pesquisa seja feita por levantamento prévio realizado em Dourados apontou que 76% da transmissão da doença está relacionada a prisão, tanto entre os presos como com quem tem contato com eles.

O objetivo de controlar a doença com ações preventivas visa determinação da OMS (Organização Mundial da Saúde) que preconiza que até 2035 haja registro de apenas 10 casos de tuberculose para cada 100 mil habitantes.

“Não é um problema de saúde só da prisão, mas de toda a comunidade. Com os exames vamos desenvolver um ensaio clínico para prevenção da doença”, disse o especialista.

Jason Andrews, infectologista da universidade de Stanford, responsável por trazer o financiamento para o Estado, afirma que o Brasil foi escolhido pelo fato de ter a maior população carcerária da América Latina, sendo a infecção por tuberculose 30 vezes maior na população carcerária, conforme ele.

Ao todo o estudo envolve 7 pesquisadores americanos e ingleses, além de 5 brasileiros.

Interior do container 
O caminhão que será usado para transportar o container foi repassado pela Receita Federal e o container disponibilizado pelo Governo do Estado que investiu R$ 137 mil por meio de convênio.

Atualmente, a Penitenciária de Segurança Máxima da Capital tem cerca de 2.240 presos e a PED de Dourados em 2500.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Ministério da Saúde anuncia lançamento do primeiro boletim de coinfecção de tuberculose e HIV

Fonte: CNAIDS


Foram apresentados também o plano de enfrentamento para a hepatite Delta, a atualização dos PCDT (HIV/aids), a implantação da PrEP no SUS e o Congresso de HIV/Aids e Hepatites Virais (HepAids 2017) na primeira reunião do ano da Cnaids


A edição do primeiro Boletim Epidemiológico de Tuberculose-HIV, o GT de Prevenção Combinada e a revisão dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas foram anunciados pela diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais durante a 123ª Reunião da Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais (Cnaids), realizada na terça-feira, 9, em Brasília. “A Prevenção Combinada, que é um desejo do Departamento e de todos os profissionais de saúde, está prestes a se concretizar, ao ter sua última fatia integrada à mandala com a aprovação da PrEP, que já está em sua fase final”, disse a diretora do DIAHV, Adele Benzaken. Esta é a primeira reunião da Cnaids realizada em 2017.

Informações sobre o 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais – Prevenção Combinada: Multiplicando Escolhas (HepAids 2017), a ser realizado em Curitiba, entre 26 e 29 de setembro, também foram apresentadas por Adele Benzaken. “Vamos seguir o cronograma do evento anterior, realizado em João Pessoa (PB), em 2015, com a presença marcante da sociedade civil, repetindo a experiência da Vila Social, um espaço de convivência e de atividades culturais”, afirmou. O prazo para envio dos resumos dos trabalhos foi prorrogado para até 22 de maio. O cadastro deve ser preenchido no formulário disponível no site do evento (hepaids2017.aids.gov.br).

 A coordenadora-geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose/DEVIT/SVS, Denise Arakaki, falou sobre a primeira edição do Boletim Epidemiológico TB-HIV, prevista ainda para 2017, e da primeira campanha para a população coinfectada em parceria com o DIAHV, que será lançada durante a 15ª Edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), a ser realizada em junho. “Quem fala de tuberculose, tem que falar de HIV, e vice-versa”, destacou Arakaki ao justificar tanto a campanha quanto o boletim. A diretora do DIAHV lembrou que ter um boletim de coinfecção é um compromisso de longa data. “É um processo difícil, mas tem que ser feito. É dívida antiga e é importante trabalhar essa parceria. Vale lembrar que o PCDT de Adultos foi harmonizado com a equipe de tuberculose”, ressaltou. Em 2015, segundo o Programa Nacional de Controle da Tuberculose, 4.500 pessoas morreram em consequência da doença no Brasil. No mesmo ano, 6.200 pessoas vivendo com tuberculose tiveram resultado positivo para o HIV. “A tuberculose tem tratamento e tem cura, mas não podemos permitir que os números de casos da doença e de óbitos sejam tão altos”, frisou.

O consultor da área de Hepatites Virais do DIAHV Elton de Almeida participou da reunião com o tema “Plano de Enfrentamento das Hepatites Virais na Região Norte do Brasil, com enfoque na Hepatite Delta”. Até junho de 2015, o Brasil apresentou 3,6 mil casos da doença, sendo 2.481 na região Norte (67,7% do total). A dificuldade de acesso à maioria dos municípios daquela região prejudica os trabalhos de prevenção e tratamento. “Não adianta incentivar serviços sem avaliar a situação e a realidade de cada cidade”, observou Elton de Almeida.

Atualizações sobre os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) em HIV/Aids foram debatidas por Fernanda Rick, da área de Assistência e Tratamento do DIAHV. Entre as modificações no PCDT para crianças e adolescentes, que vai entrar em consulta pública, estão a incorporação dos medicamentos raltegravir, como medicação de primeira linha para início de tratamento, coinfecção com tuberculose e resgate em pacientes entre 24 meses e 12 anos de idade, e dolutegravir, como medicação de primeira linha para início de tratamento para pacientes maiores de 12 anos de idade; o uso do lopinavir e ritonavir na primeira linha para pacientes entre 14 dias e 24 meses de vida; e a atualização do quadro vacinal de HPV, com três doses para pacientes de ambos os sexos entre nove e 26 anos. Já os PCDT de adultos, transmissão vertical e PEP estão em fase de revisão.

Tatianna de Alencar, também da área de Assistência e Tratamento do DIAHV, apresentou “Proposta da implementação da PrEP de risco à infecção pelo HIV no SUS”. Durante a consulta pública, 3.500 contribuições foram enviadas para o PCDT de PrEP, que aguarda a mudança de indicação terapêutica na Anvisa. Os segmentos populacionais prioritários são gays e HSH, pessoas trans, profissionais do sexo e parcerias sorodiscordantes para o HIV.

Porém, “o simples pertencimento a um desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV”, afirmou Tatianna de Alencar. Para essa caracterização, é necessário observar também as práticas sexuais, parcerias sexuais e contextos específicos associados a um maior risco de infecção”, explicou Tatianna.

A implementação da PrEP ocorrerá de as infecção pelo HIV. Estima-se a distribuição de cerca de 7.000 profilaxias para o primeiro ano de implementação nacional da PrEP.

As próximas etapas, segundo Tatianna de Alencar, são a definição conjunta com as secretarias municipais e estaduais dos serviços que iniciarão a oferta da PrEP no primeiro ano e a capacitação dos profissionais de saúde para aplicação da profilaxia.

Para a representante da Articulação das ONG/Aids da região Norte, Evaldilene dos Santos, que vive com HIV há 18 anos, a implantação da PEP e da PrEP representam alternativas ao uso do preservativo para os casais sorodiscordantes. “Eu e meu parceiro nos relacionamos com a camisinha, mas chega um momento em que queremos transar sem ela. A PEP e a PrEP podem nos dar essa oportunidade, a liberdade de escolha. Será uma nova fase para os casais”, destacou.

SOBRE A CNAIDS – Instituída em 1986, a Comissão Nacional de Aids é a principal instância de participação da sociedade civil na elaboração da resposta ao HIV/aids, IST e hepatites virais. Seu objetivo é o de assessorar o Ministério da Saúde na definição de mecanismos técnicos e científicos para controle desses três agravos. Atualmente, é integrada  por José Cândido da Silva (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP/PE); Maria Emília Gomes Ferreira (RNP/AM); Heliana Conceição de Moura (Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas – MNCP); Rafael Myranda Gomes (Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids – RNAJHVA); San Diego Oliveira Souza (RNAJHVA); Aleksanders Virgulino da Silva (Sociedade Civil – MS); Marco Aurélio Oliveira (Sociedade Civil – GO); Thatiane Aquino Araújo (Fórum ONG/Aids – SE); Roberto José da Silva (Sociedade Civil – PE); Evalcilene Costa dos Santos (Fórum ONG/Aids – PA); Claudio Toledo Soares Pereira (Fórum ONG/Aids – SP); Josimar Pereira Costa (Fórum ONG/Aids – RJ); Jorge Renato da Matta Xavier (Articulação Nacional de Saúde de Direitos Humanos – ANSDH); Lucas André Fernandes Soler (ANSDH); Alex Marcelo Amaral da Silva (Fórum ONG/Aids – SC); Carmen Lúcia de Souza Paz (Sociedade Civil – RS); Ana Maria Gomes Haensel Schmitt (Aliança Independente de Grupos de Apoio); Aristótelis Vigas de Almeida (Movimento Brasileiro das Hepatites Virais – MBHV); Veriano de Souza Terto Júnior (Articulação Nacional de Luta Contra a Aids – Anaids); Carla Patrícia Almeida (Anaids); Ester Leite Lisboa (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil – Conic); Yara Nogueira Monteiro (Conic).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Pesquisa em proteção social para controle da tuberculose é tema de debate internacional Brasília-DF, 25 e 26 de abril de 2017.


        Com o objetivo de desenvolver uma agenda nacional de pesquisa em proteção social e tuberculose, pesquisadores nacionais e internacionais, gestores de programas estaduais e municipais de Controle da tuberculose, membros da sociedade civil organizada e atores chave de outros setores governamentais e não governamentais participaram, nos dias 25 e 26 de abril, do Workshop Internacional de Pesquisa em Proteção Social e Tuberculose, realizado na sede da Organização Pan-Americana de Saúde, em Brasília-DF. O Workshop foi organizado pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (CGPNCT/SVS/MS) em parceria com a Organização Mundial de Saúde, e convocou grupos que trabalham com essas temáticas para compartilhar fontes de dados, métodos e lições aprendidas, fortalecendo parcerias já estabelecidas, e proporcionando o estabelecimento de colaborações futuras.


         Na abertura do evento, o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT/SVS/MS), Dr. João Paulo Toledo, salientou que “é necessário o desenvolvimento de intervenções e programas destinados a maximizar a proteção social para melhorar os resultados para os pacientes com tuberculose”.

            Para a Coordenadora Geral do CGPNCT/DEVIT/SVS/MS, Dra. Denise Arakaki, o Brasil está no caminho certo, mas em sendo um país continental, o desafio para a manutenção dos serviços de tuberculose com qualidade é enorme. “Temos feito um esforço tremendo para manter o que já fizemos até hoje, mas buscamos respostas para melhorar. Temos uma série de inquietações para melhorar a qualidade de vida e o acesso ao serviço que prestamos à população”, disse, ao realçar que o maior desafio ainda hoje é manter as pessoas em tratamento. Ela explica que a alta taxa de abandono ainda tem levado pacientes ao óbito e sobrecarregado famílias. “Vamos buscar identificar projetos de pesquisa específicos de proteção social contra a tuberculose que subsidiem um plano de implementação para a pesquisa de proteção social na tuberculose no Brasil no período de 2017 a 2020”.

           Para o Dr. Draurio Barreira, coordenador técnico da tuberculose na UNITAID (agência que promove acesso a novos diagnósticos e tratamentos para o controle do HIV/Aids, da Tuberculose e da Malária em várias partes do mundo), Chair  do evento, o Brasil é um exemplo de como os programas sociais de transferência de renda vem contribuindo para o controle e prevenção da tuberculose. “Por isso o interesse de tantos países em levar essa experiência para todo o mundo. A tuberculose é a doença mais exemplarmente determinada pela pobreza”, disse ao lembrar que está na pauta de discussão do workshop as pesquisas de proteção social existentes no Brasil. Para Draurio, o debate será fundamental para classificar os projetos de pesquisa de proteção social e áreas de foco.

          O presidente da REDE-TB Brasil, Dr. Afrânio Kritski, defendeu, em sua fala, o uso da pesquisa no processo de alinhamento de ações dentro dos programas de tuberculose e de HIV/Aids. “A Rede cobre várias áreas de pesquisa: desenvolvimento de fármacos, novos testes de diagnóstico, vacinas, pesquisas clínicas com universidades. Mas também tem um grupo que faz pesquisas de campo, operacionais”, comentou. Ele explica que por meio de pesquisas quantitativas ou qualitativas seria possível saber os impactos das ações promovidas. “Pesquisa é uma ferramenta que precisa ser usada para o gestor verificar como estão as ações e sempre que necessário melhorar”.

       Como desdobramentos das discussões e trabalhos em grupo ocorridos nos dois dias do Workshop, foi estabelecida uma Agenda Nacional de Pesquisa em Proteção Social e Tuberculose. Essa agenda identifica as pesquisas necessárias, dentro da temática, que são importantes para  informar  o efeito das diferentes estratégias de proteção social no diagnóstico, tratamento, adesão e desfechos dos casos de tuberculose. Tendo em vista o protagonismo mundial do Brasil nessa temática, a agenda (a ser publicada em breve), será veiculada pelos principais meios de comunicação nacionais e internacionais.

          Um dos propósitos de se pactuar  uma Agenda Nacional de Pesquisa em Proteção Social e Tuberculose entre pesquisadores e gestores é definir  pesquisas que respondam às necessidades programáticas, e possibilitem a a construção de políticas públicas voltadas aos pacientes com tuberculose.


Fonte: Adaptado do Ministério da Saúde.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Deputada Érika Kokay convoca Ministério de Relações Internacionais a se posicionar a favor da tuberculose

Fonte: Grupo Parlamentar Global de TB


A deputada Érika Kokay participou nesta terça-feira, dia 4 de abril, de uma reunião com o Embaixador Carlos Márcio Cozendey, Sherpa do G20, e sua equipe, para falar do problema da tuberculose e da tuberculose resistente nos 20 países do grupo e no mundo. A reunião foi um encaminhamento acordado pela deputada após sua participação na Cúpula de TB de Berlim, uma reunião de parlamentares do G20, onde se discutiu uma proposta a ser apresentada aos países durante a presidência da Alemanha no grupo.

Na ocasião, a deputada apresentou os dados da tuberculose no Brasil e no mundo, a relevância de se combater a tuberculose resistente no âmbito da resistência antimicrobiana e trouxe uma proposta para abordar aos problemas: “a tuberculose, apesar de ser a doença infecciosa que mais mata no mundo, ainda é uma doença esquecida pelos países. Precisamos trazer visibilidade à doença e criar medidas para abordar a falta de inovação do mercado para diagnóstico, tratamento e prevenção da tuberculose. O G20 pode representar esse espaço para debater Pesquisa e Desenvolvimento para o benefício da população”, mencionou.

O embaixador Carlos Márcio Cozendey se mostrou interessado no tema e considerou a proposta um potencial ponto de partida para discussões mais profundas no tema da resistência antimicrobiana. Por fim, a deputada entregou formalmente o documento oficial da Cúpula de TB de Berlim, acordada pelos parlamentários dos diferentes países.

A Frente Parlamentar Global de Tuberculose tem trabalhado para apoiar a organização de ações similares nos demais países do grupo.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Parlamentares dos países do G20 convocam os líderes mundiais a agirem contra a tuberculose

Fonte: Grupo Parlamentar Global de TB


A Cúpula da TB de Berlim concluiu com um apelo aos líderes do G20 para que priorizem a TB em sua agenda antes da Cúpula do G20 em julho deste ano.

Parlamentares das nações do G20 se reuniram nos dias 20 a 22 de março para endossar o
apelo e acordar formalmente uma proposta para que os Chefes de Estado considerem a TB e
outras formas de resistência antimicrobiana em sua agenda de trabalho.

O evento foi organizado pela Frente Parlamentar Global de TB, com o apoio do Stop TB
Partnership, da Parceria ACTION, e da Organização Não-Governamental alemã DSW.

 A Cúpulaé parte de uma série de eventos planejados durante o primeiro semestre de 2017 para
fomentar a priorização da resistência antimicrobiana dentro da agenda do G20 deste ano. Na ocasião, parlamentares convocaram seus líderes mundiais a agir agora para evitar um "risco inaceitável" de tuberculose resistente aos medicamentos. A resistência antimicrobiana é uma ameaça para a saúde global, e a tuberculose é a única doença transmitida pelo ar que possui sua forma resiste aos medicamentos.

Estiveram presentes parlamentares do Brasil, Argentina, México, Canadá, Alemanha, Reino
Unido, Arábia Saudita, Índia, França, Itália e África do Sul, que, em conjunto, acordaram uma
resposta conjunta no âmbito do legislativo para a resposta contra a tuberculose e a resistência
aos antimicrobianos.

A resistência antimicrobiana como uma ameaça urgente para a segurança da saúde global

A resistência antimicrobiana (AMR) é amplamente reconhecida como uma das principais
ameaças à saúde pública global. Existem diferentes estimativas sobre os custos econômicos e
sociais futuros da AMR, todas elas preveem um impacto significativo à saúde e economia das
nações. Embora a maioria desses custos serão futuros, eles apenas poderão ser evitados se
ações abrangentes forem tomadas agora.

A tuberculose e a resistência antimicrobiana

A tuberculose é a doença transmissível que mais mata no mundo. Todos os anos, 1,8 milhão de
pessoas morrem pela doença e 10,4 milhões de pessoas adoecem. A doença é causada por bactérias que são transmitidas pelo ar.

A bactéria da tuberculose tem certos atributos que são propícios ao desenvolvimento da resistência aos antibióticos. A exposição aos mesmos fármacos ao longo de muitas décadas, a resistência natural das bactérias da TB e a duração e dificuldade que o tratamento impõe aos pacientes, são os principais fatores que impulsionam o desenvolvimento de cepas resistentes em todo o mundo.

A TB, consequentemente, tornou-se a única grande epidemia transmitida pelo ar que tem sua forma resistente a medicamentos Estima-se que 200.000 pessoas morreram de tuberculose multirresistente (TB-MDR) em 2015, um terço de todas as mortes por AMR no mundo. É nesse sentindo que os parlamentares convocaram seus líderes mundiais a tomarem ações urgentes para a prevenção e enfrentamento da tuberculose resistente. Na declaração conjunta, os parlamentares fizeram um apelo aos chefes de estado para que reconheçam a carga mundial da tuberculose como a doença infecciosa que mais mata no mundo e sua relação direta com a pobreza, bem como o problema imposto pela tuberculose resistente como a principal ameaça da resistência antimicrobiana.

Os parlamentares indicaram ainda a necessidade de se estabelecer um mecanismo de apoio do G20 para acelerar o desenvolvimento de um regime de tratamento mais curto e eficaz para a tuberculose, um teste molecular rápido para as unidades de atendimento e uma vacina eficaz, e que essas ferramentas estejam disponíveis e acessíveis a todos. Por fim, solicitaram que a tuberculose fosse priorizada em iniciativas futuras para combater a resistência aos antimicrobianos e a dedicar todos os esforços necessários para enfrentar a doença no G20 e em todo o mundo.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Ministério da Saúde lança campanha de combate à tuberculose

Fonte: Ministério da Saúde 


Objetivo é alertar para necessidade de adesão ao tratamento. Incidência da doença teve redução de 14,1% nos últimos dez anos

Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o Ministério da Saúde lança, nesta quinta-feira (23), campanha nacional para sensibilizar a população sobre a importância de aderir e completar o tratamento para a doença, que tem duração de, pelo menos, seis meses. O Brasil conseguiu atingir as Metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência e, em 2015, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da doença até 2035.

A campanha vai ao ar entre os dias 23 e 30 de março com o objetivo de contribuir para o controle da tuberculose no Brasil. “Essa campanha enfatiza que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento não é somente do paciente, e deve ser compartilhada com a equipe de saúde, família e amigos. Todos são partes importantes no processo de cura da doença”, explica a coordenadora do Programa Nacional de combate à tuberculose, Denise Arakaki.

O Ministério da Saúde está elaborando o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. O documento irá definir os indicadores utilizados para monitorar as ações empregadas por estados e municípios na rede de atenção à saúde. Dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente; políticas públicas arrojadas e sistema de apoio; e intensificação de pesquisa e inovação, o objetivo do plano é diagnosticar precocemente a doença e garantir o tratamento contínuo, diminuindo o abandono antes do período recomendado, que é de no mínimo seis meses. “Somente conseguiremos eliminar a tuberculose no Brasil como problema de saúde pública a partir de ações integradas entre os diferentes atores da sociedade, por isso a importância de um plano que reúna todas as orientações”, destaca Denise Arakaki.

O monitoramento das ações de controle da tuberculose nos serviços de saúde reflete diretamente no desempenho dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS) e na qualidade do cuidado à pessoa portadora da tuberculose. Este controle passará a ser feito com base em indicadores relacionados à detecção, ao diagnóstico, à coinfecção TB-HIV, à conclusão do tratamento e aos casos de tuberculose latente, sensível e drogarresistente.

CASOS - Em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. No período de 2007 a 2016, o coeficiente de incidência da doença apresentou uma variação média anual de -1,7%, passando de 37,90/100 mil habitantes em 2007 para 32,4/100 mil habitantes em 2016. A redução da incidência nos 10 anos foi de 14,1% e a meta até 2035 é ter a incidência menor que 10/100 mil habitantes.

O coeficiente de mortalidade por tuberculose apresentou redução de 15,4%, passando de 2,6/100 mil habitantes, em 2006, para 2,2/100 mil habitantes em 2015. O Brasil ainda registrou 4,5 mil óbitos por tuberculose em 2015. Os estados do Rio de Janeiro (5,0/100 mil hab.), de Pernambuco (4,5/100 mil hab.), do Amazonas (3,2/100 mil hab.) e do Pará (2,6/100 mil hab.) apresentaram os maiores riscos para o óbito por tuberculose. No mundo, em 2015, a tuberculose foi a doença infecciosa que mais causou mortes.


SINTOMAS - O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas; as populações privada de liberdade, os que vivem em situação de rua - estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,7% apresentaram coinfecção por HIV em 2015.

TESTE RÁPIDO – Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país a Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que utiliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real. Denominado “Teste Rápido Molecular (TRM), conhecido como Xpert MTB/Rif ®”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, um dos principais medicamentos usado no tratamento.

Foram distribuídos 160 equipamentos para laboratórios de 92 municípios, em todas as unidades da federação. Os municípios escolhidos notificam, anualmente, cerca de 60% dos casos novos de tuberculose diagnosticados no país.

O investimento inicial do Ministério da Saúde para estas ações foi de cerca de R$ 17 milhões. Para monitorar a implantação desta rede, mensurar a realização dos testes e auxiliar a vigilância epidemiológica da doença, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose publicou, em dezembro de 2015, um relatório em que estão descritas as principais atividades desenvolvidas pelos programas de controle da doença (nacional, estadual e municipal) e laboratórios municipais e centrais no primeiro ano de implantação da RTR-TB.  

Para 2017, está prevista a distribuição de 70 novos equipamentos, com capacidade para realizar, inicialmente, 250 mil testes. Os equipamentos serão distribuídos de acordo com critérios técnicos e operacionais para municípios brasileiros. Com a medida, o percentual de diagnóstico da doença, com esta tecnologia, será ampliado para cerca de 75% de cobertura de casos novos. 

 Palavra do Ministro sobre Tuberculose acesse aqui

Campanha contra a Tuberculose 2017 acesse aqui




Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Atendimento à imprensa

(61) 3315-3580/2745